Declaração foi feita no Rio2C, no Rio de Janeiro, durante lançamento do serviço de streaming Tela Brasil; evento teve críticas indiretas ao filme que homenageia Bolsonaro. O presidente Lula participa do lançamento da plataforma Tela Brasil durante o Rio2C, no Rio de Janeiro, ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes — Foto: Marcelo Theobald/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/05/2026 - 14:03 Lula Critica Anglicismos e Defende Cultura Nacional no Rio2C No Rio2C, no Rio de Janeiro, Lula criticou a preferência por termos em inglês ao lançar o serviço de streaming Tela Brasil. O evento teve críticas ao filme "Dark Horse", ligado a Bolsonaro e investigado por uso indevido de verba pública. Lula destacou a importância da cultura nacional e soberania, enquanto a ministra da Cultura, Margareth Menezes, abordou a distribuição de conteúdo nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou o discurso de soberania neste sábado ao afirmar que “tem gente (no Brasil) que prefere falar uma palavra em inglês do que em português”. A declaração ocorre dois dias após o governo federal rebater os Estados Unidos por classificarem as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A fala do presidente ocorreu durante participação no evento Rio2C, no Rio de Janeiro, onde participou do lançamento da plataforma Tela Brasil, um serviço de streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro. A cerimônia foi marcada também por críticas indiretas ao filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e está no meio do escândalo do Banco Master. — (O Tela Brasil) vai contribuir para a compreensão no Brasil. Porque somos assim. Somos acostumados com a cultura estrangeira no Brasil. Não temos nem informação do quanto a cultura contribui para o desenvolvimento econômico do país. O mais importante é conhecermos a razão e o motivo que nos fizeram chegar onde chegamos. Tem gente que prefere falar uma palavra em inglês do que em português. É muito importante a gente conhecer a nossa gente — disse Lula, que completou: — Muita gente defende o meio ambiente, mas pega um avião e vai para Miami. Não vai para a Amazônia. Durante o evento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, chamou atenção para o gargalo na distribuição do conteúdo nacional e fez críticas veladas ao filme sobre Bolsonaro. — É um primeiro passo para fortalecer a soberania do povo por meio da cultura. A gente não precisa inventar produtora de mentira para ser o que a gente — A biografia cinematográfica do ex-presidente tem sido um dos principais problemas de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidência. Como revelaram áudios do Intercept Brasil, o filho do presidente cobrou milhões de reais do banqueiro supostamente para o financiamento da obra. Apesar de negar em um primeiro momento, Flávio reconheceu ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro. O dinheiro foi para uma produtora que teve o registro confirmado em 9 de julho de 2025 e está em situação regular, mas nunca lançou nenhum filme, seja no cinema, na TV aberta ou fechada. Aparentemente, a empresa, conhecida como Go Up, foi formada para fazer o filme de Bolsonaro. O contrato social na Junta Comercial de São Paulo inclusive mostra uma alteração do objeto e das atividades econômicas, em junho de 2025. Embora negue que tenha sido o caso, a sócia da Go Up, Karina Ferreira da Gama, reconhece que o dinheiro para a produção de “Dark Horse” começou a entrar em março de 2025, vindo do fundo mantido pelo advogado Paulo Calixto no Texas.