Suspeito, de 26 anos, é investigado por perseguição, ameaças e suspeita de estupro 'em contexto de vulnerabilidade' no ambiente doméstico Polícia prende homem investigado por perseguir e dopar ex-companheira em Campo Grande (MS) — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/05/2026 - 08:24 Homem é preso por estupro e perseguição à ex-companheira em MS A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu um homem de 26 anos em Campo Grande por perseguição, ameaças e suspeita de estupro contra a ex-companheira. O suspeito teria dopado a vítima sem consentimento e praticado violência sexual. Além disso, invadiu a casa da mãe da vítima, causando danos. A prisão foi realizada pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher após investigação e monitoramento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu na noite de sexta-feira, em Campo Grande, um homem de 26 anos investigado por crimes praticados contra a ex-companheira, incluindo perseguição, ameaças e suspeita de dopagem sem consentimento. A captura foi realizada pela Equipe de Capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), que cumpriu mandado de prisão preventiva após diligências investigativas e monitoramento tático noturno. Segundo a polícia, o investigado foi localizado escondido em uma residência na capital sul-mato-grossense. O pedido de prisão preventiva foi apresentado após análise do histórico atribuído ao suspeito. O caso mais recente foi registrado em 2026 e envolve a ex-companheira do investigado, uma mulher de 30 anos que manteve relacionamento com ele durante oito anos e teve três filhos com o suspeito. Segundo a investigação, a vítima decidiu encerrar a relação há cerca de duas semanas por causa de um relacionamento abusivo. Após o término, conforme o relato, o homem passou a persegui-la, aguardando a ex-companheira em pontos de ônibus ligados ao trabalho e também na saída de casa. O comportamento é investigado como perseguição, crime conhecido como stalking. Mulher relatou suspeita de dopagem e violência sexual Entre os dias 9 e 21 de maio, segundo o depoimento apresentado à polícia, a vítima afirmou ter sido submetida à administração clandestina de medicamentos. De acordo com o relato, as substâncias teriam sido aplicadas por via oral e também por injeção, sem consentimento. Segundo a Polícia Civil, a mulher acordava com extrema fraqueza física e encontrava as roupas íntimas pelo avesso. Os relatos levantaram suspeita de violência sexual em contexto de vulnerabilidade dentro do ambiente doméstico. A investigação também aponta episódios de agressões psicológicas, agressões verbais, injúrias e ameaças de morte. O homem dizia, por exemplo, que a ex-companheira "não seria de mais ninguém". Investigação inclui invasão e danos à casa de familiares Segundo a polícia, em 22 de maio o homem invadiu a casa da mãe da ex-companheira, no bairro Portal Caiobá II. De acordo com a investigação, ele teria arrombado o portão, arremessado tijolos e destruído o veículo do padrasto da vítima. O investigado retirou da rua uma placa "PARE" e a utilizou para golpear a porta de vidro da residência. O episódio resultou em registros por dano, violação de domicílio e ameaças. Segundo os investigadores, também teriam sido ameaçados a mãe da vítima, de 51 anos, e o padrasto, de 61 anos. A polícia menciona antecedentes criminais atribuídos ao investigado, incluindo uma investigação conduzida em 2022 pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e um registro de lesão corporal dolosa em 2018.