O documentário Alma Negra – Do Quilombo ao Baile (102 min.), de Flavio Frederico, que chegou a cinemas brasileiros neste mês, oferece um bom resgate histórico para explicar o importante movimento musical negro dos anos 1970, em meio à ditadura no Brasil.
O longa-metragem é mais um documento importante surgido nos últimos anos contra o apagamento (proposital) dos bailes black e do soul brasileiro. Há depoimentos marcantes sobre o caminho até a ascensão do movimento há cerca de 50 anos. Na lista estão a socióloga Edneia Gonçalves, o produtor cultural Dom Filó e o historiador Carlos Alberto Medeiros.
A música regia todo aquele momento e diversos artistas despontavam na cena, a exemplo de Tim Maia, Jorge Ben, Hyldon, Cassiano, Carlos Dafé, Gerson King Combo e Tony Tornado.
O filme mostra como o racismo sutil e velado – principalmente no período ditatorial – operou contra o movimento, a ponto de apagá-lo de nossa história recente.
É interessante também observar as visões da direita e da esquerda à época sobre a ascensão do movimento negro, com influência da música negra dos Estados Unidos.












