Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, hipertensão, obesidade e câncer, são responsáveis por mais de 50% dos óbitos por ano no país, sendo que, destes, 40% são considerados prematuros (na faixa etária entre 30 e 69 anos).

Além de causar mortes e perda da qualidade de vida, essas enfermidades exigem assistência e tratamentos contínuos, impactando os gastos do SUS, que está cada vez mais pressionado pelo envelhecimento populacional.

Mas a incidência das DCNT vem crescendo, não só no Brasil. Segundo o relatório Global Burden of Disease 2023, publicado em 2025, o número de anos de vida saudável perdidos em todo o mundo devido a incapacitação ou morte por causa dessas doenças passou de 1,4 bilhão para 1,8 bilhão, entre 2010 e 2023.

Aqui, a taxa de obesidade em adultos subiu 118% entre 2006, início da série do Ministério da Saúde, e 2024, chegando a 25,7%. Quanto à hipertensão, os atendimentos relacionados à doença no sistema público quase triplicaram entre 2022 e 2025, passando de 916,7 mil para 2,6 milhões.

Em 2021, o governo federal lançou um plano para enfrentar as DCNT, com metas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU que devem ser alcançadas até 2030.