As Nações Unidas incluíram as forças de segurança israelitas e russas no anexo do relatório anual sobre violência sexual em conflitos, indica um documento apresentado esta sexta-feira pela representante especial para o tema, Pramila Patten.O anexo do relatório, que identifica 77 partes consideradas responsáveis por padrões de violência sexual relacionados com conflitos, incluindo 62 actores não estatais, acrescenta as Forças Armadas e de Segurança russas e israelitas "após a constatação de padrões contínuos de violência sexual documentados pela ONU".De acordo com o documento, ambas as partes foram notificadas no ano passado sobre a possível inclusão na lista.A este respeito, Patten comunicou às autoridades israelitas que deviam adoptar uma série de "medidas preventivas", de acordo com as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU para evitar a inclusão na lista, comunicação à qual responderam por carta, rejeitando as conclusões do relatório e a possibilidade de figurarem na referida lista.Em relação à recusa de acesso aos observadores da ONU, Patten explicou que o Governo israelita declarou que não ia conceder vistos devido ao "viés institucional" por parte dos órgãos e mecanismos da ONU.No caso dos territórios palestinianos e de Israel, o relatório documenta casos comprovados de violência sexual em contextos de detenção, incluindo vítimas em Gaza e na Cisjordânia, e atribui os padrões de abuso às forças de segurança israelitas em vários centros de detenção, postos de controlo e instalações militares.