O otimismo quanto à possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã impulsionou os principais índices acionários americanos a renovarem, mais uma vez, suas máximas de fechamento, nesta sexta-feira (29). Apesar do vaivém nas negociações ao longo do mês, o afastamento do petróleo de patamares mais elevados e o avanço nas tratativas entre as partes levou as bolsas a fecharem maio em terreno positivo, juntamente com fortes resultados trimestrais e a euforia quanto à tese de inteligência artificial. O índice Dow Jones encerrou a sessão em alta de 0,72%, aos 51.032,65 pontos, o S&P 500 avançou 0,22%, aos 7.580,09 pontos, e o Nasdaq subiu 0,20%, aos 26.972,62 pontos. Os ganhos na semana foram de 0,90%, 1,43% e 2,39% e no mês foram de 2,78%, 5,15% e 8,36%, respectivamente. O avanço no setor de tecnologia (+1,87%) também deu suporte às bolsas, hoje. As ações da Micron (+5,14%), Microsoft (+5,45%) e Arm (+5,37%) registraram alguns dos melhores desempenhos da sessão. Embora o cenário no Oriente Médio ainda seja incerto, o conflito aparenta ter se distanciado do período de maior animosidade, o que é refletido na dissolução no prêmio de risco do petróleo. O preço do barril do Brent recuou 11,86% em maio e o do WTI cedeu 16,86%, ambos abaixo da faixa de US$ 95. Ainda assim, o mercado mostra certo grau de cautela quanto ao noticiário de guerra, visto que as comunicações de representantes dos EUA e do Irã têm sido contrastantes e volúveis. O recuo nos preços nesta sexta reflete a crescente expectativa por uma saída diplomática entre EUA e Irã e a suspensão do bloqueio naval americano. O presidente Donald Trump afirmou que decidiria hoje sobre um possível acordo com o Irã para estender o cessar-fogo entre as partes, mas o New York Times noticiou que o republicano adiou a decisão. — Foto: Scott Eells/Bloomberg