Famílias de Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva, para o chefe do executivo estadual, deverão ser indenizadas Governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, está promovendo uma verdadeira troca de cadeiras desde que assumiu o cargo — Foto: Alexandre Cassiano RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 17:01 Governador do Rio lamenta mortes e ordena indenização às famílias O governador interino do Rio, Ricardo Couto, expressou pesar pela morte dos pedreiros Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva, mortos por policiais em São Gonçalo. Ele ordenou à PGE que indenize as famílias e que as investigações sejam rigorosas. Os policiais envolvidos foram afastados. As famílias, em luto, sentiram-se desrespeitadas pela presença policial nos enterros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva, os dois pedreiros mortos por policiais do 7º BPM (Alcântara) na comunidade Jardim Catarina, de São Gonçalo, foram enterrados nesta semana no Cemitério São Miguel, na mesma cidade. Três policiais são investigados por terem, segundo testemunhas, atirado contra os doi. Os agentes teriam confundido as ferramentas de construção com armas. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, se manifestou e disse que determinou à Procuradoria Geral do Estado que as famílias sejam indenizadas. Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edvan Felipe de Assis foram mortos em ação da PM em São Gonçalo — Foto: Reprodução "O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, manifesta profundo pesar pela morte dos pedreiros Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva, atingidos durante ação da Polícia Militar em São Gonçalo, na Região Metropolitana. O governador interino determinou que a Procuradoria Geral do Estado iniciasse os trâmites legais para viabilizar o pagamento de indenização às famílias. Também determinou que as investigações sejam conduzidas com absoluto rigor e transparência pelas polícias Civil e Militar para esclarecer todas as circunstâncias do caso e garantir a devida responsabilização. Os policiais envolvidos já foram afastados das atividades operacionais", informou ao GLOBO a nota do Governo Estadual do Rio. Maria José Cruz, mãe de Marcelo Cruz, enterra o filho, um dos pedreiros mortos por policiais do 7º BPM (Alcântara) — Foto: Thayna Rodrigues Nesta quinta-feira, aos gritos de “justiça”, familiares e amigos enterraram o corpo de Marcelo da Cruz Silva. Nesta sexta, a despedida foi dos parentes de Edvan Felipe de Assis. A revolta no primeiro enterro tomou conta do cortejo, quando foram notadas dez viaturas policiais cercando o cemitério. Parentes disseram ter se sentido desrespeitados. Agentes do 1º BPM (São Gonçalo), do 7º BPM (Niterói) e do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) até fim do sepultamento. Segundo um deles, a presença era para conter possíveis manifestações dos moradores do Jardim Catarina. A Polícia Civil vai fazer uma perícia nas armas. Também foi solicitada a íntegra das imagens das câmeras corporais para entender como foi a ação. Os agentes foram afastados das ruas,, informou a Polícia Militar.