Os deputados de Gana aprovaram, nesta sexta-feira 29, uma das leis anti‑LGBT+ mais repressivas da África, que terá que ser ratificada pelo presidente John Mahama para entrar em vigor.
O texto “sobre os direitos sexuais e os valores familiares” é considerado muito repressivo porque prevê até três anos de prisão para qualquer pessoa que tenha mantido relações homossexuais, e entre três e cinco anos para a “promoção, o patrocínio ou o apoio intencional de atividades LGBT+”, coletivo que engloba lésbicas, gays, trans, bissexuais e outros.
A lei já tinha sido aprovada por unanimidade pelo Parlamento em fevereiro de 2024, mas o ex-presidente Nana Akufo‑Addo, que ocupou o cargo até 7 de janeiro de 2024, não a ratificou.
Segundo a Constituição, as propostas e os projetos de lei que não forem sancionados pelo presidente antes do fim da legislatura tornam-se sem efeito automaticamente, e por isso o Parlamento deve examiná-los de novo.
O projeto de lei mantém suas disposições fundamentais, mas inclui exceções para profissionais do direito, dos meios de comunicação e da saúde.










