A Prestação Social Única (PSU) aprovada, nesta sexta-feira, em Conselho de Ministros, gerou reacções distintas. Se os partidos à esquerda da bancada socialista e o PAN não pouparam nas críticas à medida do executivo, o CDS elogiou a reforma "importante" e o Chega, argumentando que o Governo repescou uma iniciativa do partido, defendeu que se deve ir mais longe.A nova Prestação Social Única – que irá agregar 13 prestações sociais, como o rendimento social de inserção (RSI), o complemento social para idosos ou o subsídio social de desemprego e cujos beneficiários poderão ter de fazer até 15 horas de trabalho social por semana – não agradou a Livre, PCP, Bloco de Esquerda e PAN, que, em declarações aos jornalistas no Parlamento, criticaram o Governo.Isabel Mendes Lopes, líder da bancada parlamentar do Livre, foi a primeira a atirar contra a "visão muito caritativa" do Governo sobre o Estado social. A proposta, disse, "mostra que [o executivo] não percebe para que é que servem as prestações sociais". "O Estado Social é aquilo que nos salvaguarda a todos. Não é algo que nós oferecemos como uma contrapartida de outras coisas", frisou.Além disso, a deputada do Livre mostrou-se contra a "pressão inaceitável" do Governo ao Parlamento, que tem de discutir a proposta em tempo recorde, já que para que Portugal receba a última tranche do PRR, no valor de 500 mil euros, esta medida tem de estar em vigor até Agosto.