Instituição guarda cerca de 10 mil fitas VHS das décadas de 1980 e 1990 Há cerca de 10 mi fitas VHS dos anos 1980 e 1990 no Arquivo Nacional — Foto: Infoglobo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A iniciativa busca recuperar cerca de 10 mil fitas VHS das décadas de 1980 e 1990. O acervo reúne registros históricos de TVs, sindicatos e empresas. Os aparelhos doados servirão para o uso direto ou fornecimento de peças. A escassez de componentes no mercado dificulta a manutenção dos equipamentos. Interessados de todo o país podem colaborar enviando um e-mail para a instituição. No Rio de Janeiro, equipes recolhem as doações diretamente na residência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ao contrário do que muita gente pensa, os videocassetes não são peças de museu. Na verdade, são aparelhos indispensáveis para a preservação da cultura audiovisual brasileira. Tanto que, na semana passada, o Arquivo Nacional lançou uma campanha de doação de videocassetes para ajudar na digitalização do acervo em VHS da instituição. São aproximadamente 10 mil itens com registros da programação da TV brasileira, assim como a produção audiovisual de movimentos sociais e religiosos, indivíduos e famílias, ONGs, sindicatos e empresas. As fitas datam das décadas de 1980 e 1990. Para doar, é só escrever para codac.gabin@gestao.an.gov.br. Em nota assinada por Carlos Eduardo Marconi de Carvalho, chefe do Serviço de Reformatação de Documentos Audiovisuais (SRDA), e Pablo Ferraz, coordenador de Documentos Audiovisuais e Cartográficos (CODAC), a instituição explicou ter lançado a campanha dada a dificuldade de substituir aparelhos danificados. Além de ser cada vez mais difícil encontrar peças para consertar videocassetes, adquirir aparelhos de segunda mão pode gerar entraves nos processos de licitação. “A campanha de doação visa não só repor aparelhos, mas também garantir peças para o que chamamos de ‘canibalizar’ equipamentos, isto é, transformar dois ou três equipamentos parados em um que funciona”, explicam os funcionários da instituição. Para converter as fitas magnéticas para formato digital, o aparelho é conectado a uma placa de vídeo e são usados softwares específicos, como o FinalCut e o DaVinci Resolve. A digitalização permite novos usos do acervo: os vídeos podem ser reaproveitados em documentários, reportagens e séries televisivas e outros produtos audiovisuais. O Arquivo Nacional também digitaliza o acervo de outras instituições públicas, privadas e comunitárias. Recentemente, foi preciso interromper a digitalização das fitas das Obras Sociais Irmã Dulce por falta de equipamento. Segundo a instituição, a campanha “já é um sucesso”. Até agora, foram doados 30 equipamentos e diariamente chegam e-mails de todos os cantos do país. A recente abertura de escritórios regionais em Manaus, Porto Alegre e Salvador (além dos já existentes no Rio e em Brasília) deve facilitar o recebimento das doações. Na região metropolitana do Rio, a coleta será feita com o carro oficial da instituição, caso os doadores não puderem levar os aparelhos à sede do Arquivo Nacional, no Centro. Se as doações excederem as necessidades do Arquivo Nacional, os equipamentos sobressalentes serão distribuídos entre instituições públicas e comunitárias que trabalham pela preservação da memória audiovisual brasileira.
Tem um videocassete parado em casa? Arquivo Nacional lança campanha de doação para digitalizar acervo; veja como participar
Instituição guarda cerca de 10 mil fitas VHS das décadas de 1980 e 1990













