PUBLICIDADE Profissional afirmou que quantidade e a distribuição de lesões são incompatíveis com queda comum dentro de casa e que menino tinha “sinais de espancamento” Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel — Foto: Gabriel de Paiva 25/ 05/2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 11:51 Perito descarta acidente doméstico e aponta espancamento na morte de Henry Borel O perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes descartou a hipótese de acidente doméstico na morte de Henry Borel, destacando que as lesões no corpo da criança indicam "sinais de espancamento" e são incompatíveis com uma queda comum. Ele descreveu uma "morte lenta" acompanhada de "muita dor". Prestes ressaltou que a multiplicidade e distribuição das lesões não correspondem a acidentes domésticos, reforçando que Henry, aos 4 anos, já tinha reflexos naturais de proteção, enfraquecendo a tese de queda acidental. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes afirmou que a hipótese de acidente doméstico para explicar a morte de Henry Borel está “totalmente descartada”. Ao detalhar os laudos técnicos do caso aos jurados, Prestes, que atua como testemunha do testemunha do Ministério Público, afirmou que a quantidade e a distribuição das lesões no corpo da criança são incompatíveis com uma queda comum dentro de casa e que o menino tinha “sinais de espancamento”. Ele considera, ainda, que Henry tenha tido uma “morte lenta” e que “sofreu por muito tempo até sucumbir”. — O acidente doméstico está totalmente descartado. Não existe um acidente doméstico. Isso é uma coisa fantasiosa — afirmou o perito. Segundo ele, uma queda doméstica normalmente provocaria apenas uma lesão isolada, ou ferimentos muito próximos entre si, diferente do que foi encontrado no corpo do menino. — A gente está vendo a multiplicidade de lesões. O acidente doméstico, no máximo, poderia produzir uma lesão única ou duas lesões muito próximas, numa localização muito próxima — explicou. O perito também destacou que Henry tinha 4 anos e já possuía reflexos naturais de proteção do corpo, o que, segundo ele, enfraquece ainda mais a versão de uma queda acidental. — Uma criança de quatro anos já tem reflexos suficientes para se defender. Se fosse um bebê de três meses, seria diferente — disse. Durante o depoimento, Prestes ainda detalhou que Henry apresentava uma hemorragia próxima ao rim direito, identificada no exame cadavérico. — Teve uma hemorragia retroperitoneal, próximo ao rim direito. Isso daí é fruto de uma ação contundente na região lombar — afirmou.