PUBLICIDADE Espanhol levou Paris Saint-Germain a mais uma final de Champions, desta vez contra o Arsenal, e volta a tentar fazer história com o projeto que mudou seu status no futebol Luis Enrique, treinador do PSG — Foto: FRANCK FIFE / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 18:38 Luis Enrique leva PSG à final da Champions e busca terceiro título histórico Luis Enrique, técnico do Paris Saint-Germain, alcança sua terceira final de Champions League, desta vez contra o Arsenal. Após triunfos com o Barcelona, ele se destaca por transformar o PSG, antes criticado, em um time de sucesso europeu sem depender de estrelas individuais. Se vencer, juntará-se a treinadores lendários com três títulos da Champions, solidificando seu status entre os grandes do futebol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Luis Enrique conhece muito bem a Champions League. E está de volta à final pela terceira vez, até agora sem conhecer um vice-campeonato. De comandante do trio MSN no Barcelona, a arquiteto do Paris Saint-Germain "sem estrelas", mas com brilho coletivo, o treinador viveu altos e baixos, mas levou o clube francês novamente ao palco principal do futebol do Velho Continente, onde enfrentará o Arsenal, às 13h (de Brasília) de amanhã, em Budapeste (Hungria). Caso conquiste o torneio, o espanhol alcançará o terceiro título da principal competição de clubes da Europa e se juntará a seleta lista de três treinadores que também venceram a Orelhuda em três oportunidades: Pep Guardiola, Zinedine Zidane e Bob Paisley. No topo absoluto da lista está Carlo Ancelotti, atual técnico da seleção brasileira, recordista com cinco conquistas. — Se o Luis Enrique ganhar a Champions, para mim ele já vira uma lenda. Quer dizer, já é uma lenda, mas passaria a ser um dos grandes treinadores da história, porque só poucos conseguiram ganhar Champions consecutivas. Bom, acredito que a grande diferença é que aqui o Luis Enrique é o líder da equipe — afirmou Andrés Onrubia, correspondente do jornal AS, da Espanha, em Paris. Finalista com PSG, Luis Enrique foi campeão europeu com o Barcelona — Foto: FRANCK FIFE / AFP Os primeiros grandes títulos chegaram relativamente cedo na carreira de Luis Enrique, com a tríplice coroa conquistada em sua primeira temporada no Barcelona (2014/15): Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol e Copa do Rei. Ainda assim, o treinador não teve o reconhecimento merecido, já que teve seu mérito dividido com o supertime, comandado pelo trio Messi, Suárez e Neymar. Além disso, suas experiências na Roma (2011/12), no Celta de Vigo (2013/14) e na seleção espanhola (2018-2022) foram marcadas por questionamentos e resultados inconsistentes. Na Espanha, por exemplo, o treinador foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022 e na semifinal da Eurocopa de 2020 — disputada no próprio país. Novo status Sua personalidade também dificultava a aceitação entre as principais equipes da Europa. Luis Enrique era considerado arrogante, reservado e pouco disposto a compartilhar métodos de trabalho. Mas bastou um trabalho bem-sucedido em Paris para que ele mudasse o status de sua carreira e fosse considerado um dos melhores treinadores do mundo. — É verdade que na seleção espanhola teve alguns problemas, mas no PSG Luis Enrique fez um trabalho extraordinário. Acho que, se conquistar esta segunda Champions, já será considerado um dos melhores treinadores da história. Chegou a uma equipe que não competia bem na Champions e, em dois ou três anos, tornou-se o grande responsável pela história do clube parisiense — finalizou Andrés. Luis Enrique posa com medalha e camisa em homenagem à filha — Foto: FRANCK FIFE / AFP Ao chegar no Paris Saint-Germain, Luis Enrique encontrou um clube campeão na França, mas com pouca tradição na Europa — antes, só havia chegado à final da Liga dos Campeões em 2019/20, com Thomas Tuchel. No total, são 173 jogos pelo clube parisiense, com 121 vitórias, 27 empates e 25 derrotas, com 437 gols marcados e 177 sofridos. A verdadeira dimensão do legado de Luis Enrique dependerá de sua capacidade de manter o PSG no topo por vários anos — algo extremamente raro no futebol europeu. Enquanto isso, o espanhol continua buscando novas evoluções de controlar melhor o ritmo e a estrutura do jogo para seguir dominando o cenário da Europa.