Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta na sessão e também no balanço mensal, com destaque para Japão e Coreia do Sul, enquanto a China encerrou o dia sob pressão de realização de lucros no setor de tecnologia. Em Tóquio, o Nikkei avançou 2,5% e fechou em mais um recorde histórico, impulsionado pelas ações do setor eletrônico. Em Seul, o Kospi encerrou o mês em alta de 3,6%, elevando o ganho acumulado para 28%, sustentado pela contínua valorização das ações de empresas de semicondutores. Na China, as ações recuaram no último dia de negociações de maio, com investidores realizando lucros no setor de semicondutores, enquanto a Lenovo ajudou a impulsionar o mercado de Hong Kong, que subiu pela primeira vez em quatro sessões. No fechamento, o CSI 300 caiu 0,5%, enquanto o Xangai Composto recuou 0,7%. Ainda assim, o CSI 300 acumulou alta de 1,8% no mês, ao passo que o Xangai Composto encerrou maio com queda de 1,1%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,7%, mas terminou o mês com baixa de 2,3%. Participantes do mercado afirmam que fundos estão começando a migrar de setores que tiveram forte desempenho para segmentos com desempenho mais fraco, o que pode manter a volatilidade elevada no curto prazo. Entre os destaques setoriais, o imobiliário e o de bebidas alcoolicas superaram o mercado, com altas de 4,2% e 3,4%, respectivamente, enquanto o setor de semicondutores caiu mais de 5%, pressionado por realização de lucros. “Esperamos que a dinâmica do mercado se torne mais clara e estável por volta do verão ou depois dele, embora a volatilidade de curto prazo provavelmente persista”, disseram analistas do Morgan Stanley. Eles acrescentaram que o consumo na China ainda permanece fraco. Em Hong Kong, as ações da Lenovo, principal fabricante chinesa de PCs, saltaram mais de 20%, acompanhando o forte desempenho da Dell no pregão estendido, impulsionado pela demanda por inteligência artificial. Em outras bolsas da região, o índice Shenzhen Composto caiu 1,9%, enquanto o ChiNext Composto, que reúne empresas de tecnologia e startups, recuou 2,1%. — Foto: SeongJoon Cho/Bloomberg