Norueguês deixou o clube espanhol em 2021 em busca de minutos e estabilidade; hoje é uma das referências do time inglês na decisão da Liga dos Campeões Com gol de Odegaard (foto), Arsenal goleou o PSV — Foto: JOHN THYS / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 06:29 Martin Odegaard: De Reservista no Real a Capitão no Arsenal Martin Odegaard, ex-Real Madrid, encontrou estabilidade e protagonismo no Arsenal após pedir para deixar o time espanhol em 2021. Ignorando a lógica de permanecer no clube merengue, o norueguês buscou espaço e se tornou capitão do Arsenal, liderando a equipe até a final da Liga dos Campeões. Apesar das lesões, Odegaard é agora um dos melhores em sua posição, reconhecido até por Carlo Ancelotti. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Existe um ditado recorrente no futebol espanhol: ninguém deixa o Real Madrid por vontade própria. Normalmente, é o clube quem decide quando chega a hora da despedida. Mas Martin Odegaard foi uma rara exceção. Há cinco anos, o meia norueguês decidiu que não podia esperar indefinidamente por uma vaga em um meio-campo dominado por Toni Kroos e Luka Modric. A solução foi pedir para sair. Hoje, aos 27 anos, ele chega à final da Liga dos Campeões como capitão do Arsenal, protagonista de uma das trajetórias mais emblemáticas do futebol europeu recente. Quando desembarcou em Madri, em 2015, Odegaard era tratado como um fenômeno. Aos 16 anos, sua contratação gerou enorme repercussão e alimentou expectativas de que ele seria uma das futuras estrelas do clube. A realidade, porém, mostrou-se mais complexa. Para ganhar experiência, o norueguês passou por uma série de empréstimos. Atuou pelo Heerenveen, pelo Vitesse e pela Real Sociedad, onde viveu o melhor momento antes de retornar ao Real Madrid. A volta ao Santiago Bernabéu, contudo, não trouxe a sequência esperada. Foram apenas nove partidas e 370 minutos em campo. Em janeiro de 2021, o Arsenal apareceu como oportunidade. Inicialmente por empréstimo, depois em definitivo, por cerca de 35 milhões de euros. Foi o início da transformação. — Eu precisava de estabilidade para me estabelecer em um lugar com bons jogadores que quisessem crescer juntos — explicou Odegaard, em entrevista à revista The Players' Tribune. A decisão contrariou parte da lógica que cerca o Real Madrid. Em vez de insistir na disputa por espaço, o norueguês escolheu construir seu protagonismo em outro cenário. Na época, o então técnico Zinedine Zidane chegou a tentar convencê-lo a permanecer. — Eu disse que precisava ficar, lutar pelo seu lugar e ter paciência. Mas foi um pedido do jogador — revelou o francês. Com Mikel Arteta, Odegaard encontrou exatamente o que buscava. Ganhou sequência, confiança e, posteriormente, a braçadeira de capitão. Tornou-se um dos símbolos da reconstrução do Arsenal e participou ativamente da retomada do clube ao protagonismo inglês e europeu. Até mesmo no Real Madrid existe reconhecimento pela escolha feita pelo jogador. — Ele saiu em busca de novas experiências e agora é um dos melhores do mundo na sua posição — afirmou Carlo Ancelotti, responsável por dar ao norueguês sua estreia no time principal merengue. A atual temporada, porém, esteve longe de ser tranquila. Lesões sucessivas impediram Odegaard de manter regularidade. O meia acumulou sete problemas físicos diferentes e ficou afastado dos gramados por 137 dias. Como consequência, participou de apenas 35 dos 62 jogos disputados pelo Arsenal antes da final da Liga dos Campeões.