Ela negou que tenha visto as anotações e disse não ter vínculo com as defesas O pelnário do II Tribunal do Juri — Foto: Divulgação / Tribunal de Justiça do Rio RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 16:09 Interrupção no julgamento de Jairinho e Monique por suspeita de espionagem; depoimento de ex-namorada expõe novos abusos. A sessão do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, foi interrompida pela juíza Elizabeth Machado Louro após suspeita de que uma advogada teria observado anotações dos jurados. A advogada negou a acusação e afirmou estar no local apenas para adquirir experiência. O dia também contou com o depoimento de Déborah Saraiva, ex-namorada de Jairinho, que relatou abusos sofridos por seu filho Enzo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O quarto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel teve um momento de tensão no plenário do II Tribunal do Júri da Capital após a juíza Elizabeth Machado Louro interromper a sessão ao suspeitar que uma advogada observava as anotações feitas pelos jurados. Segundo relatos no plenário, a mulher estaria sentada em uma bancada com visão para o Conselho de Sentença e teria olhado para os apontamentos feitos pelos jurados durante os depoimentos. Ao perceber a situação, a magistrada interrompeu a sessão e advertiu a advogada. — Na próxima vez que eu pegar a senhora olhando as anotações do júri, vou retirar a senhora daqui — afirmou a juíza Elisabeth Machado Louro. Após o episódio, a mulher foi convidada a deixar o plenário. Do lado de fora, ela se identificou como a advogada e negou ter tentado ler qualquer anotação dos jurados. Segundo ela, houve um mal-entendido por parte da magistrada. — Eu olhei para baixo. A doutora achou que eu estivesse olhando, mas eu jamais faria isso. Eu honro a minha classe e a classe de todos os advogados — afirmou. A mulher disse ainda que acompanhava a sessão a convite de um amigo promotor e negou qualquer vínculo com as partes do processo. — Eu vim só acompanhar. Não tenho interesse em nenhuma das partes — disse a mulher. A advogada também afirmou ter se sentido humilhada pela forma como foi abordada pela magistrada. — Acho que a juíza se equivocou e me humilhou exageradamente. Isso eu não merecia — disse a asvogada. Segundo ela, estava no tribunal para acompanhar o funcionamento do júri e adquirir experiência profissional após obter recentemente a carteira da OAB. Ex-namorada denuncia Jairinho O quarto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pela morte do menino Henry Borel também foi marcado pelo depoimento de Déborah Mello Saraiva, ex-namorada do ex-vereador e mãe de Enzo, menino que também teria sido vítima de agressões atribuídas a Jairinho quando tinha entre 2 e 3 anos. Ao júri, Déborah afirmou que ainda sente medo do ex-companheiro e disse carregar “raiva pelo que ele fez” com seu filho. Déborah contou que conheceu Jairinho em 2014, quando trabalhava como assessora parlamentar na Câmara Municipal do Rio. Segundo ela, o relacionamento durou cerca de seis anos e terminou quando descobriu que o então vereador mantinha relação com Monique Medeiros. Durante o depoimento à juíza Elizabeth Machado Louro, a ex-namorada relatou episódios de violência narrados posteriormente pelo filho Enzo, após o caso Henry ganhar repercussão nacional. — Enzo contou primeiro pra minha mãe o que aconteceu. Depois ele chegou pra mim e perguntou: “Mamãe, você sabe o que ele fez comigo?” — disse Déborah. Segundo ela, o filho revelou que Jairinho teria colocado papel e pano em sua boca para impedir que gritasse enquanto pisava em sua barriga. — Ele contou que botou papel e pano na boca dele pra que ele não gritasse e começou a pisar na barriguinha dele. E falou que ele ficava rindo — afirmou. Déborah disse que, naquela noite, estava desacordada em outro quarto porque teria sido dopada por Jairinho. — Eu estava dopada porque ele me dopou nesse dia. Foi o mesmo dia que ele me estuprou — declarou. Ela contou ainda que o filho disse ter tentado acordá-la após as agressões, mas não conseguiu. — Ele falou: “Mamãe, eu tentei te acordar, te sacudir, só que você não respondia” — relatou. Segundo Déborah, Enzo também contou que Jairinho teria colocado um saco em sua cabeça e rodado com ele dentro do estacionamento do prédio. Ela afirmou que o menino só revelou os episódios anos depois, após a morte de Henry. A ex-namorada do ex-vereador também relembrou um episódio em que o filho sofreu uma grave lesão na perna. Segundo ela, Jairinho pediu para levar Enzo a uma confraternização e, pouco tempo depois, ligou dizendo que a criança havia “torcido o pé”. Ao chegar ao hospital, os exames apontaram fratura no fêmur. — Quando fizemos o raio-x, ele estava com a perna quebrada — afirmou a ex-namorada. Durante o depoimento, Déborah disse que, depois desses episódios, o filho passou a evitar contato com Jairinho e não queria mais sair com ele.
Juíza interrompe sessão do caso Henry após suspeita de que advogada observava anotações dos jurados
Ela negou que tenha visto as anotações e disse não ter vínculo com as defesas













