Retirada do nome da disputa acontece após descoberta de relação firmada entre ele e Daniel Vorcaro e suspeita de envolvimento nos aportes do Rioprevidência em fundos fraudulentos Cláudio Castro anuncia em vídeo retirada de pré-candidatura ao Senado — Foto: Reprodução/Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 16:23 Cláudio Castro desiste de candidatura ao Senado para focar em defesa O ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao Senado para concentrar-se em sua defesa diante das investigações de sua relação com Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga sua participação em aportes bilionários do Rioprevidência em fundos suspeitos do banco Master. Castro afirmou que essa foi a decisão mais difícil de sua vida. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) publicou um vídeo anunciando a desistência da pré-candidatura ao Senado, em meio ao avanço das investigações sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Nesta semana, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), que apura a participação dele nos aportes bilionários feitos pelo Rioprevidência em fundos com indícios de irregularidades do banco Master. — Eu resolvi tomar a decisão mais difícil da minha vida, porque durante toda a minha trajetória, como assessor, vereador, vice-governador e governador, eu jamais fugi de briga ou luta alguma, mas também eu tenho que entender em que momento a gente vive e como são as coisas. Então, eu resolvi retirar a minha candidatura ao Senado Federal para focar completamente na minha defesa — disse no vídeo. Na gravação, Castro também afirmou que é vítima de narrativas e de "meias verdades", que segundo ele, têm tentado "criminalizar atos que eram corretos". O ex-governador também disse que, enquanto advogado, analisou os dois processos aos quais tem sido alvo e afirmou que "não tem dúvida de que a verdade será esclarecida", mas que, para isso, "precisa de tempo". — Hoje, com muita humildade, mas com a certeza de estar fazendo o correto, eu me retiro temporariamente do pleito eleitoral. Penso que assim teremos condições de fazer uma defesa técnica. Meus advogados já fizeram a defesa do primeiro caso. Até a próxima terça-feira, também uma nova petição muito robusta será colocada, explicando todos os fatos que aconteceram, qual é o papel do governador e quais os limites dessa atuação — afirmou. Castro também disse que "em épocas pré-eleitorais, essas questões se tornam latentes" e "reputações são destruídas sem o menor pudor, simplesmente por uma busca incessante por poder". Além disso, o ex-mandatário afirmou que "não encerra sua vida política" com o anúncio da desistência, mas dá "um passo necessário". Em nota enviada ao GLOBO, ele também argumentou que "a decisão foi tomada após profunda reflexão pessoal e familiar, diante das últimas semanas marcadas por forte exposição pública, acusações, ataques e episódios que atingiram não apenas sua trajetória política, mas também sua família". Como mostrou o GLOBO, a PF investiga a relação entre Castro e Vorcaro, revelada a partir de mensagens trocadas entre os dois, que revelaram uma série de encontros entre eles em datas próximas aos aportes do Rioprevidência no Master, que totalizaram cerca de R$ 3 bilhões. Foram oito ocasiões em que os dois estiveram juntos no Rio, em São Paulo e em Nova York, de maio de 2023 a maio de 2024. Os agentes concluíram, a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, que os investigados mantinham “laços de amizade”. As conversas são citadas pela PF no pedido de quebra de sigilo de Castro e de antigos dirigentes do instituto, remetido em março ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Relator do caso Master, o magistrado citou um “vínculo pessoal estreito” entre os dois ao autorizar, na última terça-feira, uma operação de busca e apreensão na cobertura onde Castro mora no Rio. No último dia 15, Castro já havia sido alvo de outra operação da PF, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) numa apuração sobre fraude no setor de combustíveis. A ação, batizada de Sem Refino, também mirou o empresário Ricardo Magro, que comanda o grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele foi alvo de mandado de prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, pois é considerado foragido.