A Inteligência Artificial está na guerra do Irã. Os Estados Unidos usam a plataforma Project Maven, software da Palantir, que agrega de informações de dados e imagens de sensores de satélites acoplados ao Claude da Anthropic, que produz cruzamento dessas informações para identificar pontos do inimigo. No início da guerra, os Estados Unidos bombardearam a escola de meninas, de 6 a 12 anos, na cidade de Minab, em ação sugerida por esse sistema. Mais de 160 crianças tiveram seus corpos destroçados.

A partir desse contexto começou uma guerra em torno dos usos, dos sentidos e das finalidades (ética) das IAs. Existem três grandes eixos estruturantes: o da ­Palantir, que estrutura a visão do governo Trump, o da Anthropic, contrária ao uso da IA na guerra, e o da encíclica de Leão XIV, também contra o uso na guerra.

A Magnifica Humanitas sustenta que a IA é a grande questão social do século XXI e que pode ter um impacto maior sobre as sociedades do que aquele verificado no processo da industrialização. Pode concentrar ainda mais os lucros, aumentando as distâncias entre riqueza e pobreza. O desemprego, a erosão de direitos e a exclusão social são agravados pela IA. A encíclica ataca o seu uso na guerra e a delegação de decisões letais a máquinas. Critica a concentração do poder e o controle das infraestruturas e dados. O papa pede o “desarmamento” das IAs, seu uso para o bem comum e solidariedade humana.