Empresa conseguiu na Justiça, em abril, proteção contra credores Oncoclínicas tem prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025 — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 15:30 Ações da Oncoclínicas despencam 24% em meio a rumores de recuperação judicial As ações da Oncoclínicas caíram cerca de 24% devido a rumores de que a empresa pedirá recuperação extrajudicial. A empresa já obteve proteção judicial contra credores, mas enfrenta uma crise financeira com dívidas de R$ 3,2 bilhões e prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025. A crise afetou pacientes, com suspensão de tratamentos. Negociações com credores continuam, enquanto a recuperação judicial é avaliada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Imersa numa crise financeira há meses, inclusive com suspensão do atendimento a pacientes nos últimos meses, a Oncoclínicas vê suas ações desabarem em torno de 24% na tarde desta quinta-feira. O desempenho dos papeis da rede de clínicas oncológicas, negociados a R$ 1,33, acontece em meio a rumores de que a empresa avalia entrar com um pedido de recuperação extrajudicial. A possibilidade encontra razão no calendário. Termina em meados de junho a proteção contra credores que a Oncoclínicas conseguiu na Justiça em abril. Já fontes próximas à companhia disseram ao GLOBO que a avaliação é que o caminho seja a recuperação judicial nos próximos meses. Segundo a empresa, enquanto corre o prazo, continuam em curso as negociações com credores. Em comunicado ao mercado no última terça-feira, o diretor executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Oncoclínicas, Isaac Quintino da Silva, afirmou que eventual medida de recuperação extrajudicial "permanece em avaliação no âmbito das discussões conduzidas" pela companhia. Endividamento e suspensão de atendimentos A rede de clínicas oncológicas passa por sua maior crise. A busca por proteção contra credores aconteceu dias após a empresa divulgar seu balanço financeiro de 2025, quando registrou prejuízo de R$ 3,67 bilhões e dívidas que somam R$ 3,2 bilhões. Os números também mostraram que a Oncoclínicas não encerrou o ano com a dívida dentro das condições previstas em contrato com os credores, de alavancagem 3,5 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, imposto, depreciação e amortização). Esse indicador mostra o quanto uma empresa depende de dívida para financiar suas operações: quanto mais elevado, maior o risco financeiro. Na Oncoclínicas, a alavancagem ficou em 4,3 vezes. Na ponta mais sensível, a crise afetou os pacientes com câncer de planos de saúde aos quais a rede é conveniada, que viram atendimentos e sessões de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia serem suspensos por falta de medicamentos. A empresa chegou a realizar um mutirão para regularizar os serviços.
Ações da Oncoclínicas despencam com rumor de que a empresa vai pedir recuperação extrajudicial. Entenda
Empresa conseguiu na Justiça, em abril, proteção contra credores















