A comercializadora Diferencial Energia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro. A empresa, que também atua em geração de energia, fez a solicitação com valor de causa de R$ 154,5 milhões e atribuiu a iniciativa a um “desequilíbrio conjuntural” do mercado livre de energia, além de ter sido afetada pela inadimplência da Gama Comercializadora, que faz parte do Grupo IBS Energy, que também entrou em recuperação judicial. A Diferencial foi fundada em 2005, e, no pedido, informa ter celebrado contratos de compra e venda de energia no valor agregado de cerca de R$ 6 bilhões com mais de 4,5 mil contrapartes. Já os projetos de geração nos quais atuou representam, em conjunto, 1.823 megawatts de capacidade instalada. A companhia se apresenta ainda como um dos sócios fundadores do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), uma das principais instituições de negociação de energia do país, e atua também com serviços de consultoria. Na solicitação, atribui o movimento à “grave crise econômico-financeira decorrente de fatores extraordinários, setoriais, regulatórios e operacionais que impactaram de maneira abrupta a dinâmica econômica dos contratos de compra e venda de energia elétrica”. Entre as razões, cita o que chama de “crise sistêmica de comercializadoras” devido à falta de liquidez no mercado livre de energia, a alterações regulatórias e a oscilações consideradas “extraordinárias” do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é usado como referência no mercado de curto prazo de energia. O grupo relata ainda que, a partir do segundo semestre de 2025, sofreu perda substancial de contratos de compra de energia em razão da situação de insolvência da América Energia e da BID Comercializadora de Energia, além de ter sido afetada pela inadimplência da Gama, que fez com que o Grupo sofresse ajuste negativo junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), apontando, portanto, para um “efeito dominó” no setor. Apesar disso, afirma que a crise e transitória e que a recuperação judicial é necessária para reorganização do grupo. A solicitação se junta a outras feitas neste primeiro trimestre por comercializadoras de eletricidade. Em evento realizado pela CCEE há um mês, o então presidente da instituição e agora presidente da Cemig, Alexandre Ramos, negou crise no segmento. Ele atribuiu o momento a uma “questão conjuntural”.
Diferencial Energia repete outras comercializadoras e pede recuperação judicial
Na solicitação, empresa atribui o movimento à “grave crise econômico-financeira decorrente de fatores extraordinários, setoriais, regulatórios e operacionais"











