O embaixador de Israel na ONU anunciou, nesta quinta-feira (28), a suspensão das relações com o secretário-geral da organização, António Guterres, ao denunciar a suposta decisão, ainda não tornada pública, de incluir Israel na lista de países responsáveis por violência sexual em conflitos.
"Estamos fartos desse secretário-geral", declarou o embaixador Danny Danon em uma mensagem de vídeo publicada no X. A missão israelense esclareceu que isso significa o "congelamento" de suas relações com o gabinete do secretário-geral da ONU até o final de seu mandato, em 31 de dezembro de 2026.
"A decisão de incluir Israel na lista e nos acusar de usar violência sexual como arma de guerra é ultrajante", afirmou Danon. "O secretário e sua equipe continuam espalhando mentiras contra Israel para nos colocar, juntamente com os terroristas do Hamas, na mesma lista. Isso é inaceitável", acrescentou.
As Nações Unidas não confirmaram a informação e, até o momento da publicação deste texto, não se pronunciaram.
Segundo o embaixador, Israel convidou representantes da ONU para irem ao país verificar as acusações. "Eles optaram por não vir e preferiram continuar com a campanha contra Israel. Vimos a mentira no New York Times e agora vemos outra mentira vinda da ONU", diz, em referência a texto publicado pelo jornal americano que compila denúncias de violência sexual contra palestinos em prisões israelenses.










