Os serviços públicos também deverão ser afetados caso a mudança da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais passe a valer, mas as estimativas de custos e impactos fiscais divergem.

Nesta quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1, quando seis dias de trabalho são seguidos de um dia de descanso.

Na administração pública, as principais atingidas serão as estatais, que têm 27% dos contratos com jornada de mais de 40 horas semanais, e as prefeituras, que dependem de empresas terceirizadas e concessionárias.

A administração pública municipal também tem percentual maior de profissionais que trabalham mais de 40 horas (4,4%, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e do Emprego de 2023, ante 1% dos estados e 0,6% da União).

Essas diferenças são explicadas pelo tipo de atribuição funcional dos diferentes entes, diz Felix Garcia Lopez, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).