Pelo menos 16 pessoas morreram num incêndio numa escola feminina em Gigil, a 120 quilómetros da capital do Quénia, Nairobi. O ministro da Educação, Julius Ogamba, informou ainda da existência de dezenas de feridos, 78 dos quais foram encaminhados para o hospital — 71 já receberam alta, sete mantém-se internados —, ressalvando que há pessoas que permanecem desaparecidas. A maior parte das vítimas serão estudantes, apesar de ainda não haver informações oficiais sobre a identidade das vítimas.O incêndio começou no internato Utumishi Girls Academy por volta das 3h30 desta quinta-feira (1h30 em Lisboa), quando as alunas ainda estavam a dormir. Ainda não se sabe a origem das chamas, mas as autoridades locais estão a investigar a cena.O ministro do Interior, Kipchumba Murkomen, visitou o local e disse que a população passa por “momentos muito ansiosos”. Pediu ainda que as pessoas “sejam pacientes e evitem especulações”.O fogo atingiu o bloco de dormitórios da escola, onde dormiam aproximadamente 220 estudantes. Algumas alunas fugiram “em choque e com medo” e ainda estão desaparecidas, avançou o comandante da polícia Masoud Mwinyi.Incêndios como este não são incomuns no Quénia, onde dormitórios lotados e falhas em protocolos de segurança já foram apontados como causas de outras fatalidades do género. A maior tragédia aconteceu em 2001, quando 67 pessoas morreram numa escola secundária em Machakos, no Sul do país.Texto editado por Carla B. Ribeiro