Programação do festival de cultura e economia, que volta ao Rio após dez anos, ocupa também armazéns do Boulevard Olímpico com rodas de conversa e oficinas Teresa Cristina, Tati Quebra Barraco e Leci Brandão: atrações da Feira Preta — Foto: Leo Aversa/Divulgação/Leo Martins RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 12:37 Feira Preta retorna ao Rio após 10 anos destacando cultura preta Após uma década, a Feira Preta retorna ao Rio de Janeiro, destacando-se como o maior festival de cultura e economia preta da América Latina. Com o tema "Negra é a raiz da revolução", o evento gratuito ocorre de 29 a 31 de dezembro no Píer Mauá, Armazém Kobra e Pequena África. A programação inclui shows de Teresa Cristina e Tati Quebra Barraco, além de rodas de conversa e exibições de filmes. A fundadora Adriana Barbosa ressalta a importância cultural e histórica do evento para o Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com o tema “Negra é a raiz da revolução”, a Feira Preta está de volta ao Rio após dez anos. Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, o evento vai ocupar o Píer Mauá, o Armazém Kobra e o circuito histórico da Pequena África, de sexta (29) a domingo (31), com programação intensa que mistura rodas de conversa, oficinas, exibições de filmes, artes cênicas, shows e mais. A abertura, como manda o rito, fica por conta de Filhos de Gandhi e Ilê Asé Iyá Omi Funfun, que comandam o cortejo no Boulevard Olímpico, entre o Armazém Kobra e o Armazém 1 (sex, das 17h30 às 19h). No sábado, quem abre os trabalhos é o bloco Prata Preta (às 12h), em dia que vai do soul ao funk, e que tem ainda Josiel Konrad e seu Jazz Proibidão (às 17h), Baile Black Bom, com Don Filó e Sandra Sá (das 14h às 18h), Tati Quebra Barraco e Titica (às 18h30) e muito mais. Os shows se dividem entre o Armazém Kobra e o Armazém 1. Tati Quebra Barraco — Foto: Divulgação Para Adriana Barbosa, fundadora do evento, “pensar o line-up desta edição foi também pensar quais vozes traduzem a memória e a potência da Pequena África”. — O samba nasce desse território, da presença e da resistência das mulheres negras que sustentaram culturalmente o Rio de Janeiro ao longo da História — destaca. O gênero musical marca presença no último dia, com um line-up que inclui Leci Brandão convidando Marina Íris e Geovana (às 18h20), e Teresa Cristina com Áurea Martins e Rita Beneditto (às 20h10). — Reunir artistas como essas e tantas outras é reconhecer essa linhagem feminina que mantém viva uma herança cultural fundamental para o Brasil. Conceição Evaristo em sua casa, em Maricá — Foto: Guito Moreto Entre os filmes que serão exibidos no Cine Raiz (Armazém 1) estão “Malês”, de Antônio Pitanga, e “O pai da Rita”, de Joel Zito Araújo. Nos painéis do Cais do Valongo, dois destaques são “Cozinha de favela”, com João Diamante, Aline Santos e Adalberto Nunes (sáb, às 13h30) e “Era uma vez… Escrevivências para o amanhã”, com Conceição Evaristo e Pretinhas Leitoras (sáb, às 15h30). Voltar ao Rio depois de uma década, para Adriana, “tem um simbolismo muito profundo” para a Feira Preta: — É um retorno às raízes da diáspora negra brasileira, mas também uma afirmação de futuro, mostrando que cultura, memória e economia preta caminham juntas na construção de novas possibilidades para o país. A programação completa está disponível no site oficial da Feira Preta.