Pesquisa indica que autonomia, padrões mais altos e busca por leveza estão redefinindo expectativas e dificultando a formação de novos vínculos afetivos Por que os solteiros estão cada vez mais seletivos nos relacionamentos — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 20:18 Solteiros Prioritizam Autonomia e Bem-Estar em Novos Relacionamentos Uma pesquisa do happn revela que solteiros estão mais seletivos, priorizando autonomia e bem-estar emocional nos relacionamentos. 79% dos usuários consideram a solteirice uma escolha consciente, e 44% a veem como estilo de vida. Contudo, 55% acham mais difícil encontrar parceiros devido a padrões elevados e indisponibilidade emocional. Solteiros buscam leveza e conexões que complementem suas vidas, refletindo uma mudança de "namorar por necessidade" para "namorar por desejo verdadeiro". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nos últimos anos, o comportamento dos solteiros tem passado por uma mudança silenciosa, mas significativa, na forma como enxergam relacionamentos e escolhas afetivas. É o que aponta uma pesquisa recente do happn, aplicativo de relacionamentos baseado em conexões do cotidiano, que indica que 79% dos usuários afirmam que estar solteiro hoje é uma decisão consciente. Embora a maioria ainda se declare aberta a se relacionar (60%), cresce a percepção de que não há mais disposição para vínculos que não façam sentido, o que sugere uma revisão na ideia de "qualquer relação a qualquer custo". O levantamento também mostra que 44% dos entrevistados enxergam a solteirice como um estilo de vida associado a autonomia e realização pessoal, percepção que tende a se intensificar com o passar dos anos. Ainda assim, o cenário afetivo atual parece marcado por uma contradição: ao mesmo tempo em que existem mais possibilidades de encontros, 55% afirmam que encontrar um parceiro se tornou mais difícil, especialmente pela falta de disposição para compromissos mais consistentes. Entre os principais obstáculos apontados estão a busca por padrões considerados ideais (37%) e a indisponibilidade emocional (24%). Esse conjunto de fatores ajuda a desenhar um ambiente em que a conexão se torna mais seletiva e, ao mesmo tempo, mais complexa. Nesse contexto, 44% dos solteiros dizem que só considerariam iniciar um relacionamento se ele trouxesse mais leveza e menos pressão à rotina. A lógica atual indica uma mudança de perspectiva: em vez de completar uma vida, o parceiro ideal deve se somar a uma realidade que já é percebida como satisfatória. A tendência aparece com ainda mais força entre mulheres acima dos 36 anos, grupo em que 71% afirmam valorizar a presença de um relacionamento, mas sem abrir mão de limites pessoais ou bem-estar emocional. Para Karima Ben Abdelmalek, CEO e presidente do happn, esse movimento sinaliza uma transformação mais ampla na forma de se relacionar. "Os solteiros não estão mais procurando alguém para completá-los, mas alguém para complementar as suas vidas existentes. Nossos dados mostram que a leveza se tornou o requisito definitivo para eles: se uma conexão traz pressão ao invés de felicidade, eles estão plenamente felizes em se afastar. É uma mudança profunda de namorar por necessidade para namorar por um desejo verdadeiro e seletivo", afirma.