Não há como negar que o tempero italiano ajudou a moldar a identidade do paulistano. A partir da inauguração da Hospedaria dos Imigrantes, em 1888, entre 800 mil e 1 milhão de italianos registraram sua entrada em São Paulo.
Muitos se dirigiram às lavouras do interior do estado, mas uma parte considerável fincou raízes na capital, a ponto de mudar suas feições. De acordo com Geraldo Sesso Junior, autor de "Retalhos da Velha São Paulo", entre 1886 e 1893, a população do Brás pulou de 6.000 habitantes para 32.387 —e o italiano chegou a ser mais falado do que o português na região central.
Fácil entender por que a Itália continua como a única vencedora da categoria melhor destino gastronômico no exterior. Macarrão, pizza e polenta estão em nossas mesas há cerca de 130 anos, o que desperta no paulistano uma curiosidade natural quando ele viaja de férias.
O país foi mencionado por 28% dos entrevistados das classes A e B que viajaram a lazer para fora do estado de São Paulo nos últimos 12 meses. Com este bicampeonato, a Itália segue invicta —no ano passado, estreia da categoria, o destino foi lembrado por 35% dos paulistanos.
Delegado da Accademia Italiana della Cucina em São Paulo, instituição cultural sem fins lucrativos com sede em Milão, o italiano Gerardo Landulfo é também diretor da Polvani Tours e um especialista nessa gostosa conexão.







