O diretor-presidente da United Airlines, Scott Kirby, afirmou nesta quarta-feira (27) que a companhia não espera buscar consolidação no setor aéreo em um futuro próximo, semanas após a American Airlines rejeitar a abordagem da empresa para uma potencial fusão. Falando em uma conferência de investidores promovida pela Bernstein, Kirby disse que há muito tempo acreditava que a “grande transação” que a United tentou perseguir era o único acordo que fazia sentido econômico para a companhia. Mas afirmou que esse tipo de transação exigia um parceiro disposto, “o que claramente não temos”. “Então, não acho que a United, pelo menos, vá participar de qualquer consolidação em qualquer horizonte que eu consiga enxergar no futuro previsível”, disse Kirby. Kirby afirmou em abril que havia abordado a American sobre uma potencial fusão, mas a empresa recusou avançar nas conversas. A Reuters informou anteriormente que ele levantou a ideia de uma combinação com a American durante uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, no fim de fevereiro, alimentando a perspectiva do maior movimento de consolidação aérea nos EUA em mais de uma década. O diretor-presidente da American, Robert Isom, rejeitou uma fusão com a United por considerá-la anticompetitiva, afirmando que a American estava focada em reconstruir seu hub em Chicago, melhorar a receita e buscar parcerias, incluindo potencialmente aprofundar laços com a Alaska Airlines. Questionado sobre especulações de investidores de que a United poderia buscar um acordo menor após não conseguir garantir uma transação maior, Kirby chamou a ideia de “idiota” e disse que isso “definitivamente não é o plano”. Ele também rebateu especulações sobre a JetBlue, afirmando que não via como a United poderia melhorar suficientemente a margem da companhia para fazer um acordo funcionar. Kirby também afirmou estar cada vez mais confiante de que a United poderá alcançar margens pré-imposto de dois dígitos no próximo ano, à medida que a queda dos preços do petróleo e a demanda resiliente ajudem a companhia a recuperar parte do impacto dos custos mais altos de combustível. Segundo ele, a United estava no caminho para entregar margens de dois dígitos neste ano antes de a guerra com o Irã elevar os preços dos combustíveis. Avião da American Airlines decola, enquanto uma aeronave da United Airlines pousa no Reagan National Airport, em Arlington, Virginia (EUA) — Foto: Joshua Roberts/Reuters