Em meio a uma negociação que envolveu milhões de dólares e trocas de acusações entre a CBF e a Fifa, o café foi à Copa do Mundo mesmo contra a vontade da entidade máxima do futebol.
Em 1980 a Folha publicou uma notícia que abria com a seguinte pergunta: "Como será a camisa da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982?". A indagação surgiu após a CBF fechar um acordo para o IBC (Instituto Brasileiro do Café) patrocinar o uniforme do Brasil.
A ideia era que a camisa exibisse um ramo de café. Em troca, o IBC pagaria à CBF US$ 3 milhões –algo como US$ 12 milhões em valores atuais, ou R$ 60 milhões.
Mas faltou combinar com a Fifa, que proíbe a exibição de marcas nos uniformes das seleções.
O então presidente da Fifa, João Havelange, disse que o Brasil estava proibido de disputar qualquer competição oficial com as camisetas que estampavam o ramo de café.













