Ele se tornou o primeiro cineasta a fazer parte da instituição fundada em 1943 e que reúne mais de uma centena de intelectuais, desde os escritores Octavio Paz e Carlos Fuentes até o químico Mario Molina, vencedor do prêmio Nobel em 1995 Alejandro Gonzalez Inarritu discursa em cerimônia no Colégio Nacional, na Cidade do México — Foto: EMMANUEL ROSAS / AFP O vencedor do Oscar Alejandro González Iñárritu tornou-se, nesta terça-feira, o primeiro cineasta a integrar o prestigiado Colégio Nacional, que reúne a elite intelectual do México. Fundado em 1943, o Colégio Nacional reuniu desde então mais de uma centena de intelectuais, desde os escritores Octavio Paz e Carlos Fuentes até o químico Mario Molina, vencedor do prêmio Nobel em 1995. Hoje, a instituição é integrada por figuras como a escritora Cristina Rivera Garza, a bióloga Julia Carabias e o historiador Enrique Krauze. "Quero pensar que, ao me escolherem, além do reconhecimento ao meu trabalho pessoal, vocês reconheceram também um ofício e uma tradição", disse o cineasta durante sua "aula inaugural" intitulada "A alucinação consensual". Com uma filmografia composta por oito longas-metragens, caracterizados por uma produção ambiciosa e detalhista, o cineasta, de 62 anos, soma cinco prêmios Oscar por filmes como "Birdman" e "O Regresso". "O México é uma potência visual porque a nossa cultura, desde sempre, transformou a imagem em uma forma de explicar o mundo", acrescentou o diretor de "Amores Brutos", cuja voz falhou em alguns momentos. González Iñárritu recordou alguns nomes-chave da história cinematográfica do México, como Emilio Fernández, Luis Buñuel e Arturo Ripstein.