Não é segredo que o PIB (produto interno bruto), o número que serve como medida de progresso econômico em todo o mundo, dificilmente é um termômetro do florescimento humano.

Ele registra a colheita de uma floresta com a receita de madeira, por exemplo, sem reconhecer a erosão e a degradação da qualidade da água resultantes. Mede os gastos com hospitais, mas não a saúde das pessoas. Um regime autoritário pode ter uma boa pontuação, mesmo que acumule riqueza e seu cidadão mediano viva na pobreza.

Por décadas, economistas tentaram criar uma métrica alternativa para refletir um panorama mais amplo de prosperidade, o que mudaria os objetivos que as nações tentam alcançar. Comitês foram convocados e instituições internacionais introduziram índices e estruturas para avaliar vulnerabilidade, bem-estar e capital natural.

Mas nenhuma dessas tentativas teve ampla aceitação. Então, no ano passado, a ONU (Organização das Nações Unidas) criaram uma comissão para elaborar um conjunto mais focado de indicadores que pudesse finalmente tirar parte da atenção dedicada ao PIB.

O resultado, divulgado neste mês, é um painel de 31 métricas agrupadas em quatro categorias representando paz e direitos humanos, sustentabilidade, qualidade de vida e desigualdade. Inclui a proporção de pessoas que se sentem confortáveis caminhando em seu bairro após o anoitecer, a parcela de riqueza do 1% mais rico e o número de mortes relacionadas a conflitos a cada 100 mil pessoas.