Agro, indústria e consumo — Foto: Montagem com fotos de Divulgação e Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 18:46 Indicadores Econômicos Cruciais Impactarão Decisões do Copom em Ano Eleitoral A próxima semana trará uma série de indicadores econômicos cruciais, incluindo o PIB do primeiro trimestre, que deve crescer cerca de 1,2%, e a prévia da inflação com IPCA-15 projetado em alta de 0,57%. Esses dados são fundamentais para as decisões do Banco Central na próxima reunião do Copom. O cenário econômico é desafiador para o governo em ano eleitoral, com incertezas internas e externas afetando os mercados. Além disso, serão divulgados dados do mercado de trabalho, com expectativa de estabilidade no desemprego e criação de 245 mil vagas formais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A próxima semana será repleta de indicadores econômicos, com a divulgação do PIB, dados do mercado de trabalho e da prévia da inflação, elementos essenciais para a análise do Banco Central na próxima reunião do Copom, em 16 de junho. O dado mais importante da semana será divulgado na sexta-feira: o PIB do primeiro trimestre. A projeção da MB Associados é de alta de 1,2% no trimestre e de 1,1% na comparação anual. A 4Intelligence estima crescimento de 1,1% no trimestre e de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O economista André Galhardo, da Análise Econômica, salienta que, apesar da forte queda da atividade em março (especialmente no setor de serviços, que recuou 1,2%, segundo o IBGE, e já acumula cinco meses seguidos sem crescimento), o desempenho do comércio, da indústria e da agropecuária deve garantir um avanço robusto da economia no primeiro trimestre, ligeiramente acima de 1%. — Ainda assim, o cenário segue cercado de incertezas. Nos últimos anos, a economia tem mostrado ritmos bem diferentes entre o primeiro e o segundo semestre, e agora esse quadro se soma às tensões geopolíticas no exterior e à disputa política interna, fatores que podem aumentar a volatilidade dos mercados e do câmbio. Na quarta-feira, o IBGE divulga o IPCA-15 de maio. A mediana das estimativas dos economistas projeta alta de 0,57%, levando o acumulado em 12 meses para 4,58%, acima da meta. O Banco Bradesco projeta avanço de 0,62% no mês, com o alívio nos preços dos combustíveis sendo parcialmente compensado pela pressão nas passagens aéreas. Já a 4Intelligence estima alta de 0,49%, levando o acumulado em 12 meses para 4,51%. A desaceleração entre abril (que registrou 0,89%) e maio deve ser puxada principalmente pelo alívio nos preços da alimentação no domicílio, como arroz, açúcares e derivados, hortaliças, pescados, aves e ovos, leites e derivados, bebidas e infusões, e da perda de força de itens de vestuário, da queda nos combustíveis e de uma acomodação parcial nos preços de produtos farmacêuticos. Na quinta-feira, será divulgado outro índice de inflação, o IGP-M. Para André Galhardo, a valorização cambial, o comportamento menos volátil dos preços do barril de petróleo e a queda dos preços de algumas commodities agrícolas devem contribuir para que o índice fique muito abaixo do registrado em abril. — Nossas projeções indicam uma variação mensal de 0,87%, o que representa uma alta importante, mas muito menos intensa do que a última leitura, quando a taxa alcançou 2,73%, um patamar não observado desde a pandemia. Apesar da desaceleração em relação ao registrado em março, os percentuais ainda são expressivos e inspiram cautela ao Banco Central. Os dados sobre o mercado de trabalho serão divulgados no fim da semana, com a PNAD na quinta-feira e o Caged na sexta. O desemprego medido pelo IBGE deve ficar estável em 6,1%. A projeção é e criação líquida de aproximadamente 245 mil postos de trabalho no mercado formal.
PIB, inflação e emprego: o que a semana intensa de indicadores deve mostrar
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