Rodrigo Paz vence as eleições presidenciais na Bolívia e direita volta ao poder depois de 20 anosO presidente eleito venceu o ex-mandatário Jorge Quiroga em um segundo turno com dois candidatos de direita. Crédito: Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia/AFPGerando resumoO presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, poderá declarar estado de emergência e utilizar as forças armadas para conter a onda de protestos contra o governo em todo o país após uma lei de 2020 ser revogada pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 26.Desde o início de maio, trabalhadores ligados a diversos setores bloqueiam estradas e organizam protestos pedindo a renúncia de Paz, que assumiu a presidência do país no início deste ano. Os manifestantes pedem por ações de enfrentamento à crise econômica, a pior dos últimos 40 anos.Protestos de trabalhadores continuam e pressionam o presidente da BolíviaProtesto de mineradores contra o governo na Bolívia tem explosões e confronto com policiaisSe declarado, o estado de emergência pode ainda restringir o direito de ir e vir e também o direito à reunião. PublicidadeProtestos contra governo de Rodrigo da Paz tomam ruas do país desde o início de maio. Foto: Juan Karita/APPUBLICIDADEO Congresso boliviano revogou a lei, que um parlamentar chegou a chamar de “camisa de força”, com mais de dois terços dos votos a favor. Deputados críticos à medida argumentam que a revogação pode levar a violações dos direitos humanos e que instigará ainda mais a onda de protestos. Por outro lado, os defensores apontam que a cidade de La Paz, sede do governo, sofre com escassez de alimentos, medicamentos e combustível devido aos bloqueios.O governo Paz afirma que os protestos têm o objetivo de “desestabilizar a ordem democrática” e acusa o ex-presidente Evo Morales, foragido em um caso de suposto tráfico de crianças, de incentivá-los. /AFPLeia mais:Presidente da Bolívia diz que reduzirá o próprio salário pela metade em meio a protestosGuinada à direita na América Latina pode ser mais frágil do que pareceA agenda de reformas da Bolívia está avançando, mas lentamente