Além de não ter divulgado previamente que faria sessões de radioterapia por causa de um câncer de pele pouco agressivo retirado do couro cabeludo, o presidente Lula (PT), 80, evitou dar detalhes do tratamento inclusive para aliados próximos, parte deles integrantes de seu círculo pessoal.
Dois petistas próximos de Lula há décadas relataram à Folha, sob condição de anonimato, terem descoberto pela imprensa que o presidente precisaria de radioterapia. Um deles contou que, em uma conversa há poucas semanas, o chefe do governo mencionou que passaria por um tratamento relativo ao câncer, sem falar de que tipo seria.
Lula retirou em 24 de abril um câncer basocelular, variação menos grave e mais comum de câncer de pele. O tratamento de radioterapia já era cogitado pela equipe médica.
A opção pela radioterapia foi sacramentada após avaliação clínica ocorrida em 18 de maio. Naquele dia, o boletim médico descreveu a evolução como satisfatória, "conforme o esperado, e sem intercorrências".
Os médicos recomendaram, então, as sessões de radioterapia em caráter preventivo, cabendo a Lula a definição da melhor data. Segundo relatos, o presidente poderia se submeter futuramente ao procedimento. Mas optou por passar imediatamente pelo tratamento.










