O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou nesta terça-feira (26) com uma ação judicial contra a Universidade da Califórnia em Los Angeles, afirmando que a instituição tolerou um "ambiente educacional hostil para estudantes judeus e israelenses".

É o segundo processo do governo de Donald Trump contra a mesma universidade sob acusação de discriminação contra a comunidade judaica.

Em sua queixa, o governo acusou a UCLA de violar uma lei federal que proíbe discriminação por raça, cor ou origem nacional em qualquer programa ou atividade que receba assistência financeira federal — "por meio de sua indiferença deliberada a esse antissemitismo generalizado no campus".

A ação judicial citou como exemplo o acampamento pró-Palestina montado no campus da universidade em abril de 2024. O Departamento de Justiça descreveu a ação como ilegal e afirmou que estudantes judeus foram atacados.

"As universidades têm a obrigação de manter campi seguros e inclusivos para todos os estudantes", disse Bill Essayli, primeiro procurador-assistente dos EUA para o Distrito Central da Califórnia. "Universidades que violarem as leis de direitos civis de nossa nação ao falharem repetidamente em proteger estudantes judeus do antissemitismo serão responsabilizadas."