A Receita Federal afirma que a remuneração dos meios de pagamento é hoje o principal entrave para o desenvolvimento do sistema de arrecadação automático criado pela reforma tributária, o split payment, previsto para entrar em operação em janeiro de 2027.
O setor público e as instituições financeiras trabalham para colocar de pé um sistema que vai separar o dinheiro da arrecadação automaticamente no momento da compra de um bem ou serviço. No próximo ano, o uso do split será opcional e somente nas operações entre empresas.
Esse funcionamento provisório é outro problema apontado pelas instituições financeiras, que temem investir bilhões de reais em um sistema que não tem seu funcionamento pleno garantido.
Durante evento sobre a reforma realizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (26), a Receita Federal afirmou que o principal desafio para que o sistema funcione em 2027 é financeiro, e não tecnológico.
"Se eu não resolver com bastante clareza o quanto os sistemas de pagamento vão receber em cima disso e até onde é o serviço, eu não consigo desenvolver tecnicamente a solução", afirmou Juliano Brito da Justa Neves, subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal.













