Terceira edição do ‘Summit Valor Brazil-USA’, em Nova York, teve como foco encontrar convergências para os muitos obstáculos nas relações entre as duas maiores economias das Américas e no cenário global Painel do Summit Valor Econômico Brazil-USA, em Nova York, sobre o Legislativo americano — Foto: Vanessa Carvalho/Valor RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 22:03 "Summit Valor Brazil-USA: Desafios e Oportunidades Bilaterais" O "Summit Valor Brazil-USA" em Nova York reuniu líderes para discutir desafios e oportunidades nas relações Brasil-EUA. Palestras abordaram temas como autonomia estratégica do Brasil e dependência dos EUA da China em minerais críticos. A política externa neutra do Brasil foi destacada como vantagem, mas a sustentabilidade desse posicionamento foi questionada. O evento contou com participação de figuras influentes e destacou a necessidade de reduzir riscos fiscais para atrair investimentos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Brasil e Estados Unidos têm um rol de temas e setores para fortalecer relações, criar novas parcerias e, em alguns casos, superar desafios. Cada um desses caminhos foi debatido na terceira edição do “Summit Valor Brazil-USA”, que aconteceu em 13 de maio no Hotel St. Regis, durante a Semana do Brasil em Nova York. Na abertura, Frederic Kachar, CEO da Editora Globo e Sistema Globo de Rádio, afirmou que EUA e Brasil possuem grande identificação cultural e longa relação diplomática, apesar de, hoje, existirem algumas disputas. —É evidente que há divergências, mas, para ter convergência, precisamos construir os caminhos. É nesse intuito que ocorreram os sete painéis, três “talks” e apresentações de governos regionais, reunindo convidados do Brasil e dos EUA para falar a CEOs, empresários, investidores, presidentes de conselhos de administração e políticos. O evento ocorreu uma semana após a reunião dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos EUA, Donald Trump, em Washington, classificada de “extraordinária” pelo senador republicano Bernie Moreno. A política externa neutra do Brasil foi apontada por painelistas como um trunfo do país. Thomas Shannon, ex-embaixador dos EUA no Brasil, classificou o Brasil como um “mediador” dos mais significativos entre as nações com essas características. Heather Conley, pesquisadora sênior do American Enterprise Institute, ponderou que a questão é se esse não alinhamento pleno poderá ser sustentado e por quanto tempo. Manter a “autonomia estratégica”, disse, é um desafio, além de ser caro. A capacidade do Brasil de reduzir a dependência dos EUA em relação à China, principalmente em minerais críticos, anhou destaque nos debates. Brian Winter, vice-presidente de políticas da Americas Society/Council of the Americas, disse acreditar, inclusive, não ter sido coincidência a reunião de Trump e Lula acontecer uma semana antes da viagem do americano à China. Moreno destacou especificamente que o Brasil possui reservas estratégicas e que os EUA têm trabalhado em um novo programa de processamento de minérios críticos no hemisfério — incluindo Argentina, Chile e Brasil — como alternativa à dominância chinesa. Conley ressaltou, porém, que essa é uma oportunidade que o Brasil precisa aproveitar imediatamente. Quadro fiscal Hoje, no entanto, um projeto de terras raras no país pode levar até dez anos apenas para ser aprovado, observou Winter. — Empresas americanas vão investir se acreditarem que haverá maneira segura de desenvolver componentes para produtos americanos para atender às necessidades industriais [dos EUA] — afirmou Joe Borelli, diretor-executivo do Chartwell Strategy Group (de linha republicana). Ele participou do painel “Inside Washington: Como o Congresso Americano Molda as Relações com o Brasil”, mediado por Flávia Barbosa, editora-executiva dos jornais O Globo e Extra. Nele, Borelli e Mary Anne Marsh, sócia principal do Dewey Square Group (democrata), destacaram que a relação Brasil-EUA passará por testes importantes este ano: as eleições presidencial brasileira e ao Congresso americano. Marsh não descartou a possibilidade de Trump fazer “alguma coisa” antes das eleições no Brasil. Ao combinar altos rendimentos, disponibilidade de recursos e paz, o Brasil está em posição “fantástica” para atrair investimentos, mas precisa reduzir seu custo de financiamento, disse Pablo Goldberg, chefe de pesquisa e portfólio da BlackRock. Isso passa, segundo ele, por conter o risco-país, o que tem relação com o quadro fiscal. Resolver essa questão permitirá a queda de juros, a retomada do grau de investimento e, assim, o país não ficará refém da entrada de capital de curto prazo, apontaram representantes de bancos. O evento, realizado pelo Valor, foi apresentado pela XP, com parceria estratégica da Amcham, patrocínio master da JBS e da Philip Morris Brasil, patrocínio de Gerdau, Alelo, JHSF, Prefeitura do Rio de Janeiro e Prefeitura de São Paulo, apoio de Aegea, Shell, Cargill, Firjan, Eletromidia, Unipar, Bichara Advogados, Governo do Rio Grande do Sul e Governo do Estado de São Paulo; e com Latam Airlines como companhia aérea oficial
Desafios e soluções entre Brasil e EUA são postos à mesa em evento que debate relações bilaterais e economia
Terceira edição do ‘Summit Valor Brazil-USA’, em Nova York, teve como foco encontrar convergências para os muitos obstáculos nas relações entre as duas maiores economias das Américas e no cenário global










