Os Estados Unidos bombardearam na noite desta segunda-feira, 25 de Maio, vários alvos no Sul do Irão. A comunicação social iraniana já tinha relatado explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, junto ao estreito de Ormuz, bem como perto de Sirik e de Jask, na costa do golfo de Omã.Em declarações à Fox News, o porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), Tim Hawkins, alegou que as forças norte-americanas agiram em "legítima defesa". Os seus alvos seriam plataformas de lançamento de mísseis e embarcações que, segundo acusa Washington, tentavam colocar minas na zona do estreito de Ormuz."O Comando Central dos Estados Unidos continua a defender as nossas tropas, ao mesmo tempo que mantém a moderação durante o cessar-fogo em vigor", afirmou Hawkins, insistindo que o objectivo é combater "as ameaças que as forças iranianas representam".De acordo com a Mehr, agência de notícias estatal iraniana, a situação em Bandar Abbas está controlada e não há motivo para alarme. A agência refere que as fontes oficiais do regime iraniano ainda não se pronunciaram sobre o sucedido.Depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter sugerido que poderia estar para breve o fim da guerra com o Irão, o Presidente Donald Trump veio defender, nesta segunda-feira, que, para os Estados Unidos assinarem um acordo de cessar-fogo, será necessário que países como o Qatar, Paquistão, Egipto, Jordânia e Turquia normalizem relações com Israel.Ainda nesta tarde, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, comunicou que iria intensificar os ataques ao Líbano — mesmo que, em menos de três meses, as Forças de Defesa de Israel já tenham matado pelo menos 3185 pessoas e ferido quase 10.000 no país vizinho.Do lado iraniano, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que, embora tenham sido alcançadas "conclusões sobre muitas questões em discussão, não quer dizer que a assinatura de um acordo seja iminente".