Levantamento destaca impacto econômico do evento e fortalecimento do turismo e da cultura na capital paulista Virada Cultural 2026: Palco Centro no Vale do Anhangabau — Foto: Prefeitura de São Paulo / Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A Virada Cultural 2026 reuniu milhões de pessoas em São Paulo e impulsionou significativamente a economia da capital paulista. Segundo a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, o evento reuniu 4,8 milhões de pessoas e movimentou R$ 1,1 bilhão na economia paulistana ao longo do fim de semana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Virada Cultural 2026 reuniu milhões de pessoas em São Paulo e impulsionou significativamente a economia da capital paulista. Segundo a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, o evento reuniu 4,8 milhões de pessoas e movimentou R$ 1,1 bilhão na economia paulistana ao longo do fim de semana. A pesquisa também mostra uma ampla aprovação do público sobre o evento, com 99% das pessoas entrevistadas afirmando que recomendariam a Virada para um amigo ou familiar, enquanto 94,8% mostraram altas chances de retornar na próxima edição. Entre os que já estavam familiarizados com o evento, 93,4% avaliaram esta edição como melhor ou igual à anterior. O levantamento conversou com 1.600 pessoas ao longo dos dois dias de festival, abrangendo todas as regiões da capital paulista, entre elas o Centro e as zonas Norte, Sul, Leste e Oeste. A pesquisa avaliou a percepção do público sobre a programação, impactos turísticos, econômicos e do potencial de fidelização de público do evento. Um grande destaque da análise foi o impacto no turismo, em que 84,8% dos turistas entrevistados afirmaram que a Virada foi o principal motivo da viagem a São Paulo no período do evento. A aprovação do modelo descentralizado da programação também chamou atenção. Segundo a pesquisa, 94,6% dos entrevistados consideram positiva a realização de atrações culturais fora da região central da cidade. Com atividades simultâneas espalhadas pelas regiões da capital, a Virada Cultural é um marco importante na estratégia de ampliar o acesso à cultura em diferentes bairros da cidade. O perfil do público identificado pela pesquisa aponta predominância de adultos jovens: 32,1% dos entrevistados têm entre 26 e 35 anos, seguidos por 27% entre 18 e 25 anos. O público apresentou distribuição equilibrada entre homens (50,3%) e mulheres (48%). Em relação à escolaridade, 43,2% possuem ensino superior completo e 11,1% têm pós-graduação. O perfil do público revelado pela pesquisa mostra predominância de jovens adultos. Entre os entrevistados, 32,1% têm entre 26 e 35 anos, enquanto 27% estão na faixa etária de 18 a 25 anos. A distribuição de gênero foi equilibrada, com 50,3% de homens e 48% de mulheres. Além dos indicadores de aprovação, a pesquisa aponta que a Virada Cultural gerou R$ 435,6 milhões em renda, aproximadamente 20 mil postos de trabalho e R$ 177 milhões em tributos municipais, estaduais e federais. O impacto econômico do evento também contribuiu com R$ 409 milhões para o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade. Sustentabilidade no evento Durante os dois dias do evento foram registrados impactos positivos na área socioambiental. A Central de Reciclagem instalada no Largo Paissandu coletou 4 toneladas de materiais recicláveis, entre alumínio, plástico, vidro e papelão. Virada Cultural 2026: Central de Reciclagem — Foto: Prefeitura de São Paulo / Divulgação A operação funcionou 24 horas por dia e mobilizou 165 catadores e catadoras que atuaram nos arredores dos principais palcos da região central, como Anhangabaú, República, São João e Largo do Arouche. Além de contribuir para a limpeza urbana, a ação também garantiu geração de renda aos trabalhadores, que receberam diária de R$ 250, alimentação e equipamentos de proteção. A iniciativa foi realizada pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), em parceria com o Instituto Rede Cata Sampa, com patrocínio da Loga e apoio da Prefeitura de São Paulo. * Estagiária sob orientação de Pedro Carvalho