Declaração do premiê ocorre enquanto ministros da ultradireita israelense pressionam governo a retomar as hostilidades contra o grupo xiita e em meio às negociações de paz entre EUA e Teerã Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu holds a press conference, amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Jerusalem — Foto: Ronen Zvulun/AP O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira (25) que vai intensificar os ataques contra o Hezbollah no Líbano. A declaração do premiê ocorre enquanto ministros da ultradireita israelense pressionam o seu governo a retomar as hostilidades contra o grupo xiita, que é apoiado pelo Irã, e em meio às negociações de paz entre os Estados Unidos e Teerã. A retomada dos bombardeios por parte de Tel Aviv seriam motivados, principalmente, pelo aumento dos ataques com drones explosivos do Hezbollah contra tropas israelenses e cidades do norte de Israel. “Os drones explosivos que atingem nossos combatentes não são uma fatalidade”, afirmou o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, em comunicado. “Para cada drone explosivo, 10 prédios deveriam cair em Beirute”, prosseguiu. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, também reiterou que seu país não deve normalizar a realidade dos drones explosivos. “Chegou a hora de o primeiro-ministro bater na mesa de Trump e dizer a ele que estamos voltando à guerra no Líbano”, disse. Em 15 de maio, o Departamento de Estado americano informou que Israel e Líbano concordaram em estender por 45 dias um frágil cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril. Mesmo com a trégua, entretanto, os países continuam a trocar tiros no sul do Líbano, onde está localizado o Hezbollah.