PUBLICIDADE Mensagem do arcebispo de Buenos Aires foi endereçada ao presidente durante celebração litúrgica ligada à Revolução de Maio de 1810; confiança no governo caiu pelo 4º mês seguido, aponta pesquisa O presidente argentino, Javier Milei, acompanhado por seu gabinete, canta o hino nacional após celebração litúrgica em Buenos Aires — Foto: Luis Robayo/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 13:58 Arcebispo de Buenos Aires alerta Milei sobre risco de crise social O arcebispo de Buenos Aires, Jorge Cuerva, advertiu o governo de Javier Milei sobre o risco de "desmembramento social" na Argentina, pedindo união política para superar a crise. Durante celebração ligada à Revolução de Maio, Cuerva destacou a necessidade de diálogo em meio à crescente desconfiança no governo e agravamento das condições econômicas. A política de austeridade de Milei, que eliminou o déficit fiscal, resultou em demissões e cortes nos serviços públicos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O arcebispo de Buenos Aires, Jorge Cuerva, advertiu nesta segunda-feira o governo do presidente argentino Javier Milei que o país está à beira de um "desmembramento social" e cobrou da classe política um consenso e diálogo para superar a "paralisia" — em meio a um aumento da crise de confiança do governo e deterioração do poder aquisitivo da população. — O povo argentino, apesar das crises crônicas, segue em frente e carrega a pátria nos ombros. Falta-nos uma classe política dirigente que com a força deste povo tenha coragem de dialogar, de se unir e que façam isso pelos que não aguentam mais, os que sofrem com falta de trabalho, educação e oportunidades — disse Cueva, diante de Milei e seu Gabinete, durante um tradicional evento litúrgico em homenagem à Revolução de Maio de 1810. — Não podemos nos permitir ser ingênuos. A sombra de uma nuvem de desmembramento social se aproxima no horizonte enquanto diversos interesses jogam sua partida alheios às necessidades de todos. A mensagem da Igreja Católica foi repassada em um momento de tensões sociais após dois anos de severo ajuste econômico e deterioração do poder aquisitivo, somado à precarização do emprego e a retração da atividade econômica, apesar de uma diminuição da inflação. O índice de confiança no governo argentino caio em maio pelo quarto mês consecutivo, segundo uma pesquisa da Universidad di Tella, em meio a preocupações crescentes com os níveis de salário e o desemprego. A política de corte de gastos público de Milei, apelidada pelo próprio presidente de "motosserra", levou ao fim de um déficit fiscal crônico na Argentina, ao custo de milhares de demissões e redução de verbas para saúde, educação e aposentadorias. — Temos a enorme responsabilidade de ajudar a curar tantas paralisias pessoais, familiares e também sociais — argumentou o arcebispo, que também conclamou ao diálogo. — Chega de arengar a divisão e a polarização. Comecemos a desarmar a linguagem, renunciado às palavras que ferem, ao julgamento imediato e às calúnias. O governo atravessa uma crise interna devido a um escândalo envolvendo o chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, acusado de gastos suntuosos e compras de propriedades sem que tenha conseguido justificar tais pagamentos. O caso está sob investigação judicial.