Influenciador já havia relatado nas redes sociais fazer uso do hormônio, além de outros anabolizantes Catarina de Moura compartilhou uma homenagem a Gabriel Ganley nas redes sociais, relembrando momentos do relacionamento e chamando o fisiculturista de seu “primeiro e único amor”. — Foto: Reprodução/Instagram: @catcamr RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 09:16 Investigação Apura Morte de Fisiculturista por Uso de Insulina em SP A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos, está sendo investigada pela polícia de São Paulo, com suspeitas de ter ocorrido por uma crise de hipoglicemia, possivelmente ligada ao uso inadequado de insulina. Ganley, que relatava nas redes sociais o uso de insulina e anabolizantes para fins estéticos, enfrentava episódios de confusão mental e suores intensos. A insulina, usada por diabéticos para manter o nível de glicose no sangue, pode causar hipoglicemia severa se mal administrada, levando a sintomas graves e risco de morte. A prática inadequada desse uso por fisiculturistas preocupa especialistas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia de São Paulo investiga as causas da morte do fisiculturista Gabriel Ganley, que faleceu no último sábado aos 22 anos. Uma das hipóteses é que o óbito tenha sido decorrente de uma crise de hipoglicemia, baixos níveis de glicose (açúcar) no sangue. O influenciador já havia relatado nas redes sociais fazer uso do hormônio para fins estéticos, além de outros anabolizantes. Em um dos vídeos que estão circulando nas redes sociais, publicado nas últimas semanas pelo jovem, ele conta ter tido "muita confusão mental" e "suadeira" depois de um dos episódios do uso de insulina, mas ter acordado com um "shape animal". A insulina é um hormônio produzido pelo próprio corpo no pâncreas e responsável por remover a glicose do sangue e levá-la até as células. Sem a ação do hormônio, as células ficam sem glicose, ou seja, sem energia para que funcionem. Pessoas com diabetes, especialmente com o tipo 1, uma doença autoimune que faz com que o corpo não produza insulina, precisam receber injeções do hormônio periodicamente e monitorar de forma rígida glicemia (nível de açúcar) do sangue. Isso porque, quando há a aplicação de mais insulina do que o necessário em relação à glicose no sangue, o indivíduo pode desenvolver um quadro grave de hipoglicemia, em que o nível do açúcar cai para patamares extremamente baixos. Como todo o organismo utiliza glicose para funcionar, incluindo o cérebro, a hipoglicemia gera sintomas como tremedeira, ansiedade, suores, calafrios, irritabilidade, confusão mental, delírio, taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), tontura, náuseas, visão embaçada, fraqueza, dor de cabeça, entre muitos outros problemas de saúde. De forma mais graves, pode levar rapidamente a desmaios ou crises convulsivas que necessitam de intervenção médica imediata, com risco de evolução para uma parada cardiorrespiratória e morte, segundo informações do Ministério da Saúde. Uma preocupação é que a insulina tem sido usada de forma inadequada por fisiculturistas que têm diabetes devido à ação anabolizante do hormônio. O anabolismo, processo metabólico de síntese muscular e de bloqueio da catabolização dos músculos, favorece a hipertrofia.