O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 300 milhões para a Magalu Cloud, em uma operação inédita de apoio a ampliação de um serviço de armazenamento de dados em nuvem com foco no mercado brasileiro, infraestrutura sediada no país e transações realizadas em reais, o que reduz os riscos da flutuação cambial e aumenta a previsibilidade de custos para as empresas. Os recursos são do programa BNDES Mais Inovação e serão usados em pesquisa e desenvolvimento na unidade de São Carlos, no interior de São Paulo. O plano de investimento da Magalu Cloud inclui, entre outros, a compra de processadores, equipamentos de rede, contratação de pessoas, além da expansão da operação contratando serviços de um sexto data center em Fortaleza (CE). Atualmente, a Magalu Cloud conta com uma infraestrutura de cinco data centers para hospedar seu serviço de nuvem (três na Grande São Paulo e dois na capital cearense). A expectativa é que até 2028 a equipe de pesquisa e desenvolvimento ganhe mais 170 novos funcionários e totalize, ao fim do projeto, 375 pessoas. Por ser uma empresa nacional, todos os sistemas e serviços disponibilizados ao mercado pela Magalu Cloud estão sujeitos exclusivamente à legislação brasileira, sem riscos de qualquer interferência legislativa, operacionais ou sanções de nenhum outro país, garantindo a soberania dos dados. “O financiamento inédito do BNDES a um projeto de ampliação de uma empresa nacional de armazenamento de dados em nuvem fortalece e desenvolve tecnologias em segmentos estratégicos para a soberania digital e tecnológica. Além disso, está em linha com a estratégia de governo digital da gestão do presidente Lula e com a Política Nacional de Inovação, aumenta a participação de empresas nacionais no segmento de plataformas digitais e fomenta a formação de novos pesquisadores e técnicos”, afirma, em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A Magalu Cloud é uma plataforma de serviços de computação em nuvem criada, em 2020, pelo grupo Magazine Luiza com foco no mercado brasileiro e em preços competitivos em reais, facilitando pagamentos locais, em oposição a plataformas que utilizam o dólar e exigem cartões internacionais. A empresa se tornou uma alternativa brasileira no mercado de armazenamento de dados em nuvem dominado por grandes conglomerados globais de tecnologia, que têm operações realizadas em dólar e estão hospedadas fora do Brasil. O BNDES ressaltou que o mercado de serviços de nuvem está em uma fase de crescimento acelerado e transformação profunda, no Brasil e no mundo, impulsionado pela adoção em massa da inteligência artificial generativa e por iniciativas de modernização de aplicações. A estimativa é que o mercado brasileiro de "cloud" tenha um salto de US$ 20 bilhões em 2024 para cerca de US$ 80 bilhões em 2032, exibindo um crescimento de 18,30% ao ano nesse período.