Aos 17 anos, estudante do Pensi Tijuca integrou delegação brasileira em uma das competições científicas mais difíceis do mundo, disputada na Rússia Fausto Rodrigues Santos representou o Brasil na Olimpíada Internacional Mendeleiev de Química, em Moscou — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 18:45 Estudante Carioca Participa de Olimpíada Internacional de Química Após 6 Anos Aos 17 anos, Fausto Rodrigues Santos, estudante do Pensi Tijuca, colocou o Rio de Janeiro novamente em destaque na Olimpíada Internacional Mendeleiev de Química, na Rússia, após seis anos sem representantes do estado. Com intensa preparação e apoio escolar, Fausto enfrentou etapas desafiadoras para integrar a delegação brasileira. Apesar de não conquistar medalha individual, sua participação simbolizou a capacidade dos estudantes cariocas em se destacar internacionalmente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Entre fórmulas, apostilas e uma rotina intensa de estudos na Tijuca, um estudante vindo de Madureira recolocou o Rio em uma competição internacional de química após seis anos sem representantes do estado. Aos 17 anos, Fausto Rodrigues Santos, do Pensi Tijuca 2, integrou a delegação brasileira na Olimpíada Internacional Mendeleiev de Química, disputada em abril, em Moscou, na Rússia. Considerada uma das competições científicas mais exigentes do mundo, a disputa reúne estudantes de dezenas de países em provas teóricas e práticas de alto nível. Para chegar lá, Fausto enfrentou cerca de três anos de preparação e uma longa sequência de etapas eliminatórias até alcançar o top 9 nacional. — Para chegar a uma internacional de química, normalmente são três anos de preparação. Aqui no Rio, você faz a estadual, depois a nacional e, em seguida, a seletiva internacional. Para chegar em Mendeleev, era preciso ficar por volta do top 120 no nacional e depois no top 10 da seletiva — explica. No último ano, Fausto terminou como top 1 do Rio de Janeiro e garantiu a vaga na delegação brasileira. Atualmente morando no alojamento da escola, ele mantém uma rotina que chegou a incluir de seis a sete horas diárias de estudo de química, além de aulas práticas em laboratório, resolução de simulados e uso de inteligência artificial para otimizar o aprendizado. — Não tenho tempo para ler todos os livros. Então, meus estudos passaram a ser muito baseados em correção de questões, simulados e uso de IA para focar nos erros e conteúdos específicos — conta. Mais barracas e chance de crescer: Ambulantes ganham cursos no Rio A preparação também contou com apoio do colégio, acompanhamento de professores e estudos com livros de graduação. Para a etapa prática da competição, Fausto começou a fazer aulas de laboratório no Instituto Federal Rio de Janeiro (IFRJ). — O colégio me deu todo o apoio necessário para eu conseguir avançar da parte estadual para a nacional. Tive acompanhamento de professores, material bem feito e ajuda de muita gente no alojamento — diz. Fausto participou também da Olimpíada Brasileira de Física e desenvolve projetos voltados à educação. Entre eles, a Soel, iniciativa criada para ajudar estudantes a se destacarem em olimpíadas acadêmicas e no ensino médio; e um sistema de gestão de aprendizado voltado para escolas públicas. A notícia de que representaria o Brasil veio durante viagem de volta ao Rio, enquanto aguardava o resultado da seletiva internacional. — O resultado saiu quase 23h30, e eu estava dentro do ônibus. Minha namorada estava dormindo no meu peito e comecei a conferir a tabela pelo número de sigilo. Quando vi que tinha ficado no top 10, foi uma felicidade inigualável. Na hora, mandei mensagem para os coordenadores e para o pessoal do alojamento — relembra. Fausto destaca que a participação teve um significado especial não só para ele, mas para o estado: — Faz seis anos que o Rio de Janeiro não enviava ninguém para uma competição internacional de química. Representar o estado foi muito especial para mim e mostrou que os estudantes cariocas também podem voltar a se destacar nesse tipo de competição. Embora não tenha conquistado medalha individual, Fausto integrou a delegação brasileira que trouxe, ao todo, três medalhas. Mesmo diante do alto nível da disputa, o jovem diz que nunca deixou a origem limitar suas expectativas: — Eu vim de Madureira, de um lugar que não tem muitos recursos. E ainda assim consegui chegar na internacional. Meu objetivo sempre foi mostrar que o Rio de Janeiro é capaz de voltar a conquistar espaço nesse cenário.
Aluno de Madureira recoloca Rio em olimpíada internacional de química após seis anos
Aos 17 anos, estudante do Pensi Tijuca integrou delegação brasileira em uma das competições científicas mais difíceis do mundo, disputada na Rússia






