Em sua primeira encíclica, o papa Leão 14 exortou os governos a desacelerarem o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial, alertando que eles disseminam desinformação, priorizam o conflito e correm o risco de conduzir o mundo por um caminho de guerra sem fim.
Leão, que adotou um tom mais enérgico nos últimos meses e despertou um conflito verbal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após criticar a guerra contra o Irã, fez uma série de apelos veementes aos líderes mundiais no extenso texto publicado nesta segunda-feira (25).
O primeiro papa americano pediu que a propriedade dos dados de IA não seja deixada exclusivamente nas mãos do setor privado, que os formuladores de políticas protejam os direitos dos trabalhadores e mantenham as crianças a salvo da tecnologia, e instou ao abrandamento da competição entre empresas de IA.
"O que é necessário é um envolvimento político mais ativo, capaz de desacelerar as coisas quando tudo está acelerando", disse o pontífice no texto, intitulado "Magnifica Humanitas" (Humanidade magnífica). O papa pediu "estruturas jurídicas robustas, supervisão independente, usuários informados e um sistema político que não abdique de sua responsabilidade".











