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Uma ilha sem deuses, de “homens apenas”; uma mulher de consciência ética, poeta das memórias dolorosas desse arquipélago de “inamovível herança”; um país que se tornara imperativo categórico na obra, nos sonhos, nos pesadelos, na vida e na hora da morte. Maria da Conceição Deus Lima vinha morrendo aos poucochinhos, esvaindo-se do país para o qual vivia: São Tomé e Príncipe. Tão doloroso de amar e ser correspondido, povoado de fantasmas que ela interrogava, de árvores e flores e frutos e pássaros que descrevia nesse mundo que voava, alto e alado, como num poema de A Dolorosa Raiz do Micondó. A 16 de Maio, ao raiar do dia, deu por finda a sua passagem.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
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24 de maio de 2026










