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O Estado começou a vender, no início deste ano, os imóveis que ficaram desocupados na sequência da concentração de ministérios e direcções-gerais num único edifício no centro de Lisboa. Dois deles, ambos numa das freguesias mais caras da capital, já foram vendidos em hasta pública, por mais de 20 milhões de euros. Mas tanto estes dois quanto os restantes — há mais seis edifícios que deverão ir a hasta pública ainda este ano — cumprem os critérios para poderem ser integrados na bolsa de habitação pública. Em conjunto, os edifícios que o Estado já vendeu ou se prepara para vender em Lisboa poderiam albergar cerca de 450 casas. Por outro lado, não só estes edifícios poderiam estar a ser usados para habitação acessível e pública, como aqueles que já foram a leilão acabaram a ser vendidos por preços significativamente abaixo dos valores de mercado. Em paralelo, e no âmbito de programas públicos de habitação que tem a decorrer, o Estado vai ao mercado privado comprar imóveis com um metro quadrado mais caro do que aqueles que vendeu.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.








