Na sessão desta sexta, os contratos futuros de ouro com entrega para junho encerraram em queda de 0,42%, cotado a US$ 4.523,2 por onça-troy Os contratos futuros do ouro encerraram esta sexta-feira (22) e a semana no negativo, pressionados pela crescente perspectiva de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e em meio à escalada dos rendimentos dos Treasuries. Os investidores aguardam mais informações sobre as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, após ambos os países relatarem avanços nas tratativas, mas também ressaltarem que alguns pontos-chave seguem como entraves. Na sessão desta sexta, os contratos futuros de ouro com entrega para junho encerraram em queda de 0,42%, cotado a US$ 4.523,2 por onça-troy. Na semana, as perdas foram de 0,79%. “Os mercados permanecem focados nas forças macroeconômicas de curto prazo”, diz Ole Hansen, estrategista-chefe de commodities do Saxo Bank. “O ouro e outros ativos tangíveis estão apresentando correlações inversas excepcionalmente elevadas com o petróleo bruto, os rendimentos dos Treasuries e o dólar”, explica. O teor mais conservador no discurso do diretor do Fed Christopher Waller levou o mercado a ampliar os palpites em relação a um aperto das condições monetárias pelo Fed ainda neste ano e pressionou ainda mais o desempenho do ouro. A ferramenta “FedWatch” do CME Group mostra que as apostas por uma alta nos juros ultrapassam as de uma manutenção já na reunião de outubro deste ano. Há algumas semanas, a perspectiva era de que o banco central americano fosse permanecer em pausa até o fim de 2027. Barras de ouro — Foto: Chalinee Thirasupa/Bloomberg