Em uma carta a Trump publicada no X, Tulsi Gabbard afirmou que sairá para cuidar do marido, após diagnóstico de câncer Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA, fala com a imprensa na Casa Branca — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 15:23 Tulsi Gabbard renuncia à inteligência dos EUA após pressão e discordâncias com Trump A chefe da inteligência dos EUA, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia, citando a necessidade de cuidar do marido com câncer. Fontes indicam que a saída foi pressionada pela Casa Branca, em meio a desacordos com Trump sobre a guerra com o Irã. Gabbard, ex-congressista e figura controversa, foi a mais recente a deixar o gabinete de Trump, sucedida interinamente por Aaron Lukas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A chefe da inteligência dos EUA, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira, encerrando o mandato de uma figura controversa de longa data que parecia estar em desacordo com o presidente Donald Trump sobre a guerra com o Irã. Em uma carta a Trump publicada no X, Gabbard afirmou que estava renunciando ao cargo de Diretora de Inteligência Nacional para cuidar do marido, após ele ter sido diagnosticado com uma "forma extremamente rara de câncer ósseo". Fontes ouvidas pela agência Reuters, no entanto, afirmaram que a Casa Branca forçou a sua renúncia. "Infelizmente, devo apresentar minha renúncia, com efeito a partir de 30 de junho de 2026", escreveu ela em uma carta a Trump. "Meu marido, Abraham, foi recentemente diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ele enfrentará grandes desafios nas próximas semanas e meses. Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha. Não posso, em sã consciência, pedir a ele que enfrente essa luta sozinho enquanto continuo nesta posição exigente e que consome muito do meu tempo." Trump, por sua vez, elogiou Gabbard em uma mensagem na sua rede social, Truth Social. "Tulsi fez um trabalho incrível e sentiremos saudades dela", disse o republicano, acrescentando que seu vice, Aaron Lukas, assumiria como diretor interino. Como diretora de Inteligência Nacional, Gabbard comandava todas as agências que compõem a Comunidade de Inteligência dos EUA: a CIA (Agência Central de Inteligência), a NSA (Agência de Segurança Nacional) e o FBI (Departamento Federal de Investigação), entre outros órgãos. Gabbard é a mais recente integrante do Gabinete de Trump a deixar o cargo, após as demissões de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Pam Bondi, secretária de Justiça. Sua renúncia já era aventada por alguns funcionários da Casa Branca nas últimas semanas, embora ela negasse os rumores. Ex-congressista democrata que concorreu à Presidência em 2020, Gabbard foi uma figura controversa no governo Trump após sua confirmação apertada pelo Senado no ano passado. Ela raramente era vista presente quando Trump tomava decisões importantes em matéria de segurança nacional e era amplamente considerada, tanto dentro do governo quanto por parlamentares no Congresso, como uma integrante não essencial da equipe de segurança nacional do presidente. Seu mandato como chefe da inteligência americana foi marcado por algumas desavenças com Trump, particularmente sobre a guerra dos EUA com o Irã. Apesar de tê-la nomeado para o cargo, o presidente insinuou em vários episódios algumas divergências com Gabbard sobre a guerra contra o Irã, afirmando, em uma ocasião, que ela era "mais branda" do que ele na questão de conter as ambições nucleares de Teerã. — Não me importo com o que ela disse — respondeu Trump sobre declarações divergentes de Gabbard em março, que iam contra as alegações de Israel de que o Irã estava correndo para desenvolver uma bomba. — Acho que eles estiveram muito perto de concretizar isso. A fala de Trump provocou uma tempestade entre seus apoiadores, há muito divididos sobre a questão do Irã. Em atualização.