Motoristas de aplicativo — Foto: Photographer: Alex Kraus/Bloomberg Motoristas de aplicativos que rodam com carro próprio podem ter lucro até R$ 13 maior por hora ao daqueles que financiam o veículo em casos específicos. O impacto mensal pode ultrapassar R$ 2 mil. É o que aponta um levantamento inédito da GigU. No Espírito Santo, por exemplo, motoristas com carro quitado registram lucro médio de R$ 23,35 por hora, enquanto aqueles com veículo financiado ficam em R$ 13,09, uma diferença de R$ 10,26. Em uma jornada de 200 horas mensais, isso representa mais de R$ 2 mil a menos no bolso de quem financia. No Ceará, a distância segue o mesmo padrão: R$ 18,34 por hora para quem tem carro próprio, contra R$ 9,07 no caso de veículos financiados. Ao fim do mês, a diferença supera R$ 1.800, valor próximo ao de uma parcela. Em São Paulo, maior polo de mobilidade do país, motoristas com carro próprio na região metropolitana operam com margem de 58% e lucro de R$ 20,73 por hora. Já os financiados ficam em 42,7% e R$ 17,08. Em Minas Gerais, o ganho cai de R$ 20,64 para R$ 12,36; no Paraná, de R$ 20,84 para R$ 13,38. Na prática, motoristas com carro financiado operam com custos totais que variam entre R$ 3.800 e R$ 5.100 por mês, enquanto aqueles com veículo quitado ficam entre R$ 1.200 e R$ 2.900, de acordo com o levantamento. O mesmo padrão se repete entre motociclistas. No Ceará, quem roda com moto própria registra R$ 17,33 por hora, contra R$ 8,85 no modelo financiado. No Paraná, o ganho cai de R$ 20,93 para R$ 10,64. O levantamento foi realizado em fevereiro com base em dados autodeclarados de 66.576 motoristas de aplicativo em todos os estados brasileiros.
Financiamento corta até R$ 13 por hora do bolso de motoristas de app, diz levantamento
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