Os profissionais da ULS São João, no Porto, que se sintam ameaçados, podem pedir ajuda rápida e discreta a partir do computador, um projecto testado no hospital que está a ser alargado aos centros de saúde. O sistema chama-se StoPanic e é uma medida destinada a reforçar a segurança dos profissionais, através da instalação de botões de pânico virtuais nos postos de trabalho.A solução permite que qualquer profissional, perante uma situação de risco, ameaça ou comportamento agressivo, possa solicitar ajuda de forma rápida e discreta directamente a partir do computador. Na prática, imagine-se um corredor de consultas, com 20 ou 30 gabinetes, nos quais foi montado um mecanismo que permite que um profissional accione o botão e seja gerado um alerta nos gabinetes que estão ao lado.Ou seja, um profissional que se sinta ameaçado no gabinete 3, por exemplo, acciona o botão de alerta que toca nos gabinetes 2 e 4 e, em paralelo, na central de segurança. "O objectivo é que as pessoas que estão no gabinete 4 e no gabinete 2 vão ao encontro do colega. Às vezes basta entrar para fazer uma pergunta para que a tensão baixe. A lógica é alguém que está na proximidade aparecer e com isso esvaziar o insuflar da tensão. Há um efeito dissuasor", descreveu à Lusa o director dos Serviços de Tecnologias de Informação e Comunicação (STIC) da ULS São João, Carlos Ribeiro.Testado desde o segundo semestre do ano passado no Centro de Ambulatório (Consultas Externas), no Serviço de Imuno-hemoterapia (Banco de Sangue), nas Admissões e Altas, na Unidade de Colheitas (Análises Clínicas), no Hospital de Dia, e no Serviço de Urgência Pediátrica, o StoPanic foi este mês estendido aos cuidados de saúde primários, começando pelo Bonfim.