A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (21) a favor de uma empresa portuária de propriedade americana cujas instalações em um cais foram confiscadas em 1960, quando Fidel Castro chegou ao poder em Cuba e nacionalizou propriedades privadas. A decisão deve abrir caminho para reivindicações semelhantes de companhias e indivíduos americanos.

A decisão de 8 a 1 a favor da Havana Docks Corporation foi anunciada enquanto o presidente Donald Trump intensifica a pressão sobre o país comunista, que vive uma crise humanitária após os EUA bloquearem embarques de petróleo para a ilha vindos da Venezuela e do México.

A gestão Trump apoiou a entidade de propriedade americana que processou empresas de cruzeiros que vinham utilizando as docas confiscadas. O governo disse aos ministros que ações para permitir tal compensação, autorizados pela primeira vez pelo Congresso na década de 1990, representam uma importante ferramenta de política externa para desencorajar investimentos em Cuba.

O ministro Clarence Thomas, escrevendo pela maioria, disse que aqueles que usam propriedades "contaminadas por um confisco no passado" são responsáveis perante "qualquer cidadão americano que possua uma reivindicação sobre essa propriedade".